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A partir desta sexta, Gibraltar e Kosovo podem começar a sonhar com a Copa do Mundo

Bastou à Fifa ratificar aquilo que a Uefa já havia apontado. Nesta sexta, o Congresso Anual da entidade admitiu os seus membros de número 210 e 211: Gibraltar e Kosovo. Embora não sejam países soberanos, sem a ratificação da Organização das Nações Unidas, os dois territórios ganham representatividade no futebol. A partir da Copa do Mundo de 2022, entrarão na disputa das Eliminatórias. Como parte da Uefa, já podiam tentar se qualificar para a Eurocopa, como aconteceu com os gibraltarinos entre 2014 e 2015.

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A admissão de Kosovo e Gibraltar contou com uma votação massiva no congresso da Fifa. Os gibraltarinos receberam 93% (172 dos votos válidos) de aprovação, enquanto os kosovares contaram com 86% (141 dos votos válidos). Números que demonstram força, apesar da oposição de peso contra os territórios. Em 2014, a possessão britânica contestada pelos espanhóis não havia conseguido o número mínimo de aprovações.

Enquanto a Espanha tentava barrar o processo, Gibraltar precisou acionar a Corte Arbitral do Esporte para ser votado. Ao mesmo tempo, a Sérvia também promete entrar nos tribunais tentando reverter o status de Kosovo, que declarou dependência unilateral em 2008 – embora seja aceito como um país por 108 países da ONU e 23 da União Europeia. Em seu pleito para tentar entrar na Uefa, os kosovares viram um equilíbrio de forças maior: foram 28 votos favoráveis e 24 contrários.

Um ponto significativo para a Fifa, agora, é determinar a elegibilidade dos jogadores de Kosovo, diante da diáspora causada pelos conflitos no país a partir da década de 1990. Há um grupo de atletas de outras seleções que se admite kosovar, embora já tenha atuado em partidas oficiais. Caberá à entidade indicar a permissão ou não para a nova nacionalidade no futebol, caso os atletas tenham mesmo o interesse de defender o território de origem. Xherdan Shaqiri, Granit Xhaka, Valon Behrami e Lorik Cana fazem parte do grupo.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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