Europa

A crise do popular Rapid Viena

A situação do Rapid Viena, um dos clubes mais populares da Áustria, não é nada agradável. Em que pese a boa vitória fora de casa sobre o Wacker Innsbruck por 3 a 0 na última rodada, a equipe que já foi 32 vezes campeã nacional passa por um momento delicado, dentro e fora do campo.

A crise estourou publicamente com a demissão do técnico Peter Pacult, ocorrida um dia depois da derrota em casa para o vice-líder Sturm Graz por 2 a 0, na rodada passada. E não foi uma demissão qualquer. O presidente do clube, Rudolf Edlinger, disse que a rescisão de contrato acontecia porque houve uma “violação da confiança entre o técnico e a gestão do clube”. Junto com o técnico, foram embora o assistente Leopold Rotter, o treinador de goleiros Manfred Kohl Bacher e o preparador físico Christian Canestrini.

Demitir o treinador quando o time não obtém os resultados esperados dentro de campo é rotina em qualquer lugar do mundo. Mas o ocorrido com Pacult foi mais grave: além da questão técnica, ele caiu por conta de rumores de que estaria negociando um cargo de gerente com o Red Bull Leipzig, clube alemão que tem ambiciosos projetos – e bastante dinheiro. Daí, a citada quebra de confiança.

O ex-treinador realmente não vivia dias tranquilos no Rapid. Sua relação com os jogadores estava desgastada, com várias reclamações sobre a falta de comunicação entre ele e os atletas. Nos bastidores, havia ainda quem se queixasse dos métodos de treinamento utilizados por ele, menos intensos se comparados aos dos times rivais da Bundesliga austríaca.

A história de Pacult no Rapid começou em setembro de 2006 e teve como pontos altos o título nacional de 2008 e duas classificações para a fase de grupos da Liga Europa. Sua saída acontece num momento em que o clube verde e branco passa por transição (Alfred Hörtnagl havia entregado o cargo de diretor esportivo dias antes, alegando motivos pessoais), tem poucas esperanças de conquistar o título do campeonato nacional e aposta suas fichas na Copa da Áustria.

Para o lugar de Pacult, a diretoria optou por uma solução caseira que, pelo menos no primeiro jogo, deu certo: Zoran Barisic, treinador das categorias de base, assumiu o cargo no time profissional interinamente.

Se dentro de campo a esperança do Rapid é pela boa performance de Barisic nas rodadas finais da Bundesliga e na FA Cup, fora dele a preocupação é grande. Já é certo, por exemplo, que a gigante do petróleo OMV romperá o patrocínio ao final desta temporada, deixando de injetar 1,8 milhões de euros anuais nos cofres do clube.

E se não conquistar ao menos a classificação para as fases preliminares da Liga Europa e faturar com a venda de alguns jogadores – como vem ocorrendo nos últimos anos –, o Rapid Viena corre sério risco de ver sua crise agravar-se cada vez mais, para decepção de seus milhares de torcedores, nada acostumados a verem o time ficar sem levantar troféus por anos seguidos.

Ídolos se aposentam

Na Suíça, o noticiário esportivo foi dominado pelo anúncio da aposentadoria de dois dos maiores ídolos da seleção nacional: Alexander Frei e Marco Streller. O motivo alegado foram as pesadas críticas que ambos receberam após o empate por 0 a 0 contra a Bulgária, pelas eliminatórias da Euro 2012. Segundo a federação suíça, a pressão foi tanta que chegou a influenciar a vida pessoal dos atletas.

Frei e Streller são companheiros de clube no Basel, o líder do campeonato nacional. Frei, inclusive, já havia anunciado que iria se retirar da seleção, mas pretendia fazer a despedida na partida contra a Inglaterra, em junho. Ele é o maior artilheiro da história do selecionado suíço, com 40 gols em 81 jogos.

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Equipe Trivela

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