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Sucesso de Orlando e New York City puxou para cima a média de público da MLS

A fase regular da Major League Soccer chegou ao fim neste domingo, com o encerramento da 34ª rodada. O sucesso da atual campanha não ficou evidente apenas na ocupação cada vez mais constante da liga em manchetes mundo à fora, mas também no envolvimento dos próprios torcedores com seus clubes. A competição teve média de público de 21.574, registrando um aumento de 12,8% em relação ao mesmo período no ano passado. Para contextualizar o número, é só compararmos com o Brasileirão deste ano, que tem sido destacado por seu bom público, mas que ainda está abaixo dos norte-americanos: média de 17.198 pagantes por enquanto. Alguns fatores ajudam a explicar a melhora da MLS, mas o principal deles é mesmo o sucesso das franquias estreantes de Orlando e Nova York.

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Orlando City e New York City tiveram a segunda e a terceira melhores médias de público da liga em sua fase regular, atrás apenas do Seattle Sounders, que joga diante de mais de 44 mil pessoas por jogo. A taxa de ocupação da dupla, no entanto, foi superior à do time de Seattle. Enquanto os Sounders tiveram 89,98%, Orlando e New York City conseguiram 100,19% e 98,67%, respectivamente. O número do Orlando é superior a 100% por colocar na conta camarotes, que não são incluídos na contagem dos ingressos postos à venda. Vale lembrar que o clube considera 100% os cerca de 32 mil lugares que abriu para venda na maioria dos jogos, já que a capacidade do estádio é de pouco mais de 60 mil pessoas.

Desde o início, a equipe de Kaká dava indícios de que seria um sucesso de público. A começar pela estreia do brasileiro, justamente contra o New York City, que teve público superior a 60 mil pessoas (quando o estádio não teve sua capacidade limitada, como aconteceu no restante dos jogos). Em abril, o time anunciava que havia alcançado sua meta de carnês de temporada vendidos e, em agosto, divulgava que todos os 18 mil carnês para 2016 haviam se esgotado. O êxito nesta primeira temporada é especialmente bom para a Flórida, que em 2002 teve duas franquias fechadas, o Miami Fusion e o Tampa Bay Mutiny, e desde então não emplacava um novo time na competição.

Já Nova York é um mercado estratégico para a Major League Soccer, e a adição bem-sucedida de um novo clube para se juntar ao New York Red Bull e criar uma rivalidade local é importante para a liga. Esportivamente, o New York City ainda precisa melhorar, já que não conseguiu a classificação para os playoffs mesmo com nomes como Villa, Pirlo e Lampard no elenco, mas, em termos de público, a sensação é de satisfação.

Além do sucesso de Orlando City e New York City, outros fatores influenciaram a melhora de público na MLS. O fechamento do Chivas USA, que teve a pior média de público da liga em 2014, com 7.063 torcedores por jogo, é uma delas. A construção do novo estádio do San Jose Earthquakes, com 7.500 lugares a mais que o antigo, também ajudou, com a equipe sendo a que apresentou maior aumento em sua média de público, 40% superior à do ano passado. A expansão do estádio do Toronto, o BMO Field, com 7.500 lugares adicionais, também merece destaque.

Com cada vez mais visibilidade, a tendência é a popularidade da Major League Soccer subir, e isso influi no público. Além disso, como o exemplo do San Jose Earthquakes mostrou, novos estádios podem fazer a diferença, e tanto New York City quanto Orlando City já têm planos de inaugurar suas próprias casas nas próximas temporadas. O compromisso com a construção de arenas é também um dos requisitos da liga para a inscrição de novas franquias, como o Atlanta, que deverá estar na competição em 2017 e tem um projeto ambicioso como palco de seus jogos. O futuro parece empolgante para o futebol dos Estados Unidos, mas mesmo seu presente merece comemoração.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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