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Pirlo precisou só de meia hora para mostrar a diferença que pode fazer na MLS

A estreia de Andrea Pirlo pelo New York City foi do jeito que se esperava. O time nova-iorquino venceu por 5 a 3, em um jogo espetacular com sete gols no segundo tempo. Em campo, Kaká, capitão do Orlando City, capitão do All-Star Team da MLS, que joga na quarta-feira contra o Tottenham. Mas quem brilhou foi a estrela do outro lado: David Villa. O espanhol marcou dois gols e foi fundamental no jogo. Pirlo, que entrou no segundo tempo, ajudou a mudar o jogo e transformar um jogo disputado em um festival de gols.

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O público pedia por Pirlo desde o primeiro tempo, com gritos de “We want Pirlo”. Antes da partida, o meia foi mostrado no telão e acenou para os torcedores no aquecimento. O estádio Yankee recebeu 32.041 pessoas para a partida, que acabou sendo uma das mais emocionantes da temporada. O primeiro tempo era equilibrado, até que aos 44 minutos um lance tirou o zero do placar. Angelino deu um lançamento longo para Villa, que aproveitou o vacilo da marcação de St. Ledger, e finalizou bonito, no canto.

Depois do intervalo, o jogo virou uma loucura. Logo a cinco minutos, o atacante Cyle Larin fez um bela jogada individual, depois de lançamento de Servando Carrasco, e marcou um belo gol, empatando o jogo para o Orlando City. Mas o empate só durou três minutos. Thomas McNamara fez a jogada e tocou para Javier Calle, quase embaixo do gol, completar e colocar os nova-iorquinhos em vantagem novamente. Mas o Orlando novamente trabalhou bem a bola, a bola passou por Carlos Rivas, Darwin Ceren e caiu nos pés de Cyle Laryn novamente, que empatou.

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Pirlo entrou em campo quando o placar ainda estava 2 a 1 para o New York City, viu o time tomar um gol, mas tratou de ajudar a construir a vitória. Ele começou a jogada, clareando o lance, para aplausos da torcida, e tocou para Kwadwo Poku, que fez a bola chegar em Villa. O espanhol limpou para o meio e chutou, a bola desviou e enganou o goleiro. Eram 22 minutos do segundo tempo. Aos 26, de novo Pirlo começou a jogada, fez o passe para Kwadwo Poku, que desta vez tocou na esquerda para Thomas McNamara chutar forte e marcar mais um: 4 a 2.

O jogo parecia estar terminado àquela altura, mas o Orlando City voltou à disputa com um gol em contra-ataque. Aos 40 minutos, Kaká recebeu a bola e tocou para Cyle Larin, que acertou um chutaço, sem chance para Josh Sounders. Com isso, o Orlando foi para cima com tudo que tinha e abriu espaço para o contra-ataque. E foi assim que o New York City conseguiu matar o jogo e fechar o placar. Aos 48 minutos, Mix Diskerud puxou contra-ataque, tocou para David Villa, que abriu para Poku na direita. Eram três contra só um defensor do Orlando City. Poku avançou pela direita e tocou para o meio, onde Mix, sozinho, só tocou para o gol vazio e comemorou.

As reações à estreia

David Villa, estrela do jogo e capitão do time de Nova York, também elogiou o italiano. “Ele chegou aqui na terça e veja o que ele fez em meia hora”, declarou Villa. “Sua meia hora foi fantástica”, continuou. “Tudo muda [com ele em campo]”, analisou o espanhol. “Obviamente nós temos um grande técnico e esse time precisa jogar. Nós temos jogando com bolas muito longas e nós não jogamos realmente certo, especialmente quando recuperamos a bola. Agora não teremos mais bolas longas quando Pirlo estiver no jogo”, disse o camisa 7 do NYCFC.

Um dos jogadores promissores do time, Mix Diskerud, disse o que mais chamou a sua atenção com Pirlo em campo. “A primeira coisa que aconteceu quando ele entrou em campo foi que ele foi até Josh Saunders e queria a bola, mesmo com dois jogadores ao redor dele”, explicou Mix. “Eu não sei se você viu isso, mas eu estava rindo na lateral do campo. Ele quer a bola o tempo todo”, continuou.

“Especial, um jogador especial, obviamente, um cara que vê passes que a maioria de nós não vê, que pode realmente abrir o jogo”, disse o técnico do NYCFC, Jason Kreis. “Do que eu vi imediatamente nosso time abrindo e realmente usando cada milímetro de espaço porque sentiam que poderiam encontrar mais campo”, explicou ainda o treinador. “Ele fez uma grande diferença para nós e este foi o seu primeiro jogo depois de quatro dias de treinamento com o time”, continuou. “Nós esperamos que fique ainda melhor”.

“Eu estava muito emocionado quando eu entrei em campo”, disse Pirlo. “Apesar do calor, eu me senti ótimo. E como nós vencemos, foi ainda melhor”. Pirlo também disse que sentiu o ambiente diferente no estádio. “É algo novo para mim ver todas essas pessoas no vestiário e também estar no campo e ouvir toda esta música”, disse Pirlo. “É diferente, mas eu irei me adaptar muito rápido”.

Corrida pela classificação

Os dois times estão buscando melhorar a sua classificação na tabela e garantir um lugar nos playoffs. O New York City está em sétimo lugar na Conferência Leste, 24 pontos em 21 jogos. O time ainda busca um lugar entre os seis classificados aos playoffs e conta com David Villa, Pirlo e Lampard, além de Iraola – os três últimos chegaram só depois do fim da temporada europeia. No próximo sábado, dia 1º de agosto, o New York City recebe o Montreal Impact em casa. Já o Orlando City caiu para a oitava posição, na mesma Conferência Leste, com os mesmos 24 pontos em 21 jogos. Na próxima partida, o time joga em casa, no Citrus Bowl, contra o Columbus Crew, no sábado.

O time de Nova York está fazendo promoção de ingressos para atrair mais público. Os preços começam em US$ 20 para o jogo contra Montreal. Pirlo, é claro, estrela a campanha. O NYCFC é o terceiro em média de público na temporada da MLS, com 29.079 pessoas por partida, atrás apenas de Seattle Sounders (40.251) e justamente o adversário deste domingo, Orlando City (33.960). É bem possível – e até provável – que tenhamos casa cheia tanto no Yankee Stadium quanto no Cistrus Bowl para os jogos dos dois times.

Antes de jogarem, porém, a liga irá assistir ao All Star Game, com Villa e Kaká jogando pelo time da MLS contra o Tottenham. O brasileiro irá capitanear o time da MLS.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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