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Montreal cometeu trapalhadas fora e dentro de campo na final da Conferência Leste da MLS

A noite de terça-feira foi bastante estranha para os torcedores do Montreal Impact. Foi dia do primeiro jogo da final da Conferência Leste da MLS, em um dérbi com o Toronto, mas o jogo foi adiado em mais de 40 minutos por um motivo ridículo: a marcação da grande área estava com um tamanho irregular, de acordo com as regras do futebol.

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O árbitro percebeu e as marcações tiveram que ser refeita. Um erro bizarro e inaceitável em um campeonato profissional, ainda mais de primeiro nível – como deveria ser a MLS. A justificativa para o erro, segundo Richard Legendre, vice-presidente do Montreal Impact para operações de futebol, foi “erro humano” da equipe que preparou o campo. O clube assumiu toda a responsabilidade pela falha. A marcação estava com cerca de dois metros a menos de cada lado.

Vale lembrar que o Impact normalmente não manda seus jogos no estádio Olímpico de Montreal. O estádio usado pelo clube em geral é o Saputo, com capacidade para 20.801 pessoas. O estádio Olímpico é muito maior, com capacidade para 61.004 pessoas.

“É claro que é algo que nunca aconteceu antes, e nós iremos nos certificar que isso não aconteça novamente”, afirmou Legendre. “Nós teremos que colocar medidas adicionais para checar e checar novamente, é claro, as dimensões do campo. Essencialmente, foi percebido quando a arbitragem veio para o campo por volta de 19h10 e foi medido com mais precisão e vimos o erro”.

Só que isso nem foi o pior: o Montreal Impact venceu por 3 a 2, mas saiu com a sensação de derrota. Abriu 3 a 0 e poderia matar o confronto, mas sofreu dois gols e deu a sensação que o Toronto poderia até ter empatado. O ambiente era todo favorável. O estádio Olímpico estava lotado, com 61.004 pessoas, ou seja, estádio lotado, para ver o duelo, chamado de 401 Derby, em referência ao número da estrada que liga as duas cidades canadenses.

Os gols saíram rapidamente e com alguma facilidade. A defesa do Toronto pareceu seguir as linhas da marcação da grande área antes do jogo no estádio olímpico de Montreal: estava toda fora do lugar. Com 10 minutos de jogo, Patrice Bernier recebeu a bola com liberdade e colocou com açúcar e com afeto para Dominic Oduro. O atacante finalizou bem e marcou 1 a 0.

Logo depois, aos 12 minutos, a blitz continuou. Desta vez, foi Oduro quem achou Ignacio Piatti no lado esquerdo com um bom passe e o argentino, camisa 10 do Montreal, cruzou para Matteo Mancosu completar a marcar 2 a 0. Delírio dos torcedores de azul em Montreal.

Não que o Toronto não tentasse jogar. Tinha até posse de bola, mas sentia muita dificuldade em criar lances de perigo. O perigoso ataque do time, com Sebastian Giovinco e Jozy Altidore, não conseguia fazer muito. Giovinco muitas vezes veio buscar o jogo e não encontrava espaços. Michael Bradley, outro dos destaques do time, fazia mais uma partida abaixo da média.

Aos oito minutos do segundo tempo, Bernier passou para Ambroise Oyongo e o camaronês fez tudo sozinho: carregou a bola até a entrada da área e finalizou cruzado, no canto, sem muita força, mas com precisão. Gol do Montreal e 3 a 0 no placar, o que, àquela altura, parecia definir o confronto. Só que tudo mudou rapidamente.

Aos 23 minutos, quem fez a blitz foi o Toronto na área do Montreal, com um bombardeio que terminou com Altidore cabeceando para o gol e diminuindo o placar. Um gol importante para recolocar o time na partida. Assim, logo depois, aos 28, veio o segundo gol. A jogada passou por Altidore na área e a bola acabou ajeitada por Tosaint Ricketts para Michael Bradley finalizar com categoria para diminuir ainda mais o placar para 3 a 2.

A esperança do empate surgiu no lado vermelho do duelo. Um giro de Altidore na área quase resultou no 3 a 3. Por outro lado, Didier Drogba, que entrou no segundo tempo no Montreal, também teve uma chance para marcar o 4 a 2 que daria um certo alivio para o time da casa. O gol não veio e o duelo está completamente aberto para o confronto de volta, no BMO Field, em Toronto.

Como há a regra do gol fora de casa, o Toronto tem muito a comemorar. Se vencer por 1 a 0 em casa, está classificado. Por 2 a 1 também. Se o placar de Montreal se repetir, a disputa terá prorrogação e, persistindo o empate, pênaltis. A partida de volta será na próxima quarta-feira, dia 30 de novembro.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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