MLS

New York City conquista título inédito na MLS em jogo infartante contra o Portland Timbers

Partida foi decidida após penalidades; Timbers buscaram o empate no último lance do tempo normal

Não espere mais para saber quem foi o campeão da temporada na MLS, amigo leitor da Trivela. Pela primeira vez em sua curta história, o New York City beliscou a taça ao vencer o Portland Timbers em pleno Providence Park, em Portland. No tempo normal, a partida terminou empatada em 1 a 1 e os Pombos faturaram nos pênaltis com direito a duas defesas do goleirão Sean Johnson.

Ineditismo posto à prova

Foi a primeira vez que o NYC chegou a uma decisão de título. A equipe, fundada em 2013 e que ingressou na MLS dois anos depois, teve muitas estrelas ao longo de sua trajetória, como Andrea Pirlo, Frank Lampard e David Villa, mas foi mesmo quando deixou de contar com medalhões europeus que a coisa fluiu. Até 2021, os celestes nunca haviam superado a fase de quartas de final. Desta vez, arrancaram para a glória depois de superar o Philadelphia Union na final de Conferência, com gol de Talles Magno, cria do Vasco, contratado no início do ano.

Quarto colocado da Conferência Leste, com 51 pontos, bem atrás do campeão New England Revolution, com 72, o NYC, treinado por Ronny Deila, chegou no mata-mata empurrado pelos gols do argentino Taty Castellanos. Ao todo, o goleador marcou 19 vezes na temporada regular e mais três no mata-mata, incluindo a final. No caminho para a decisão, o New York derrubou o Atlanta United e o favorito New England Revolution, que estava em forma impecável. Com sangue frio, nas penalidades, a equipe novaiorquina passou pelo placar de 5 a 4, com um erro do centroavante Adam Buksa. Valendo o título da Conferência, o NYC passou pelo Philadelphia Union, de virada, por 2 a 1, com gols do veterano meia Maxi Moralez e de Talles Magno.

A final em Portland

Para se sagrar campeão, o City precisava de mais uma façanha. Desafiar sua breve história na liga contra o Timbers, vencedor da temporada 2015 e com enorme tradição em mata-matas. Fora o fato de estar diante de sua enlouquecida massa no Providence Park. Quem acompanha minimamente a MLS sabe que a cada gol marcado pelos Timbers, um pedaço de tora é serrado na arquibancada. É melhor não tentar entender o motivo.

E com essa coragem, a equipe visitante saiu na frente, ainda na primeira etapa, com o goleador Castellanos. AOS 41 minutos, em uma bela bola cruzada na área, o argentino subiu completamente livre para cabecear. A testada saiu sem força, mas o goleiro Steve Clark aceitou em uma falha bastante evidente. Na segunda etapa, o Timbers foi buscar a igualdade, esteve melhor e mais interessado em jogar, criando diversas chances. O goleiro e capitão do NYC, Johnson, protagonizou algumas boas defesas.

A pressão do time da casa surtiu efeito apenas no minuto 94, quando até o goleiro Clark estava na área para tentar o milagre. Entretanto, a bola não passou perto dele. Os cruzamentos alçados para o meio da bagunça da defesa do City se provaram pouco efetivos, mas na hora H, faltou inteligência e sangue frio. O Timbers insistiu em um rebote mal afastado pelo City, a bola quicou, Jaroslaw Niezgoda tentou, acertou a zaga e na sobra, o chileno Felipe Mora pegou em cheio para empatar. Neste momento, faltaram tocos para serem serrados.

A moral estava toda ao lado dos mandantes, que sentiram a adrenalina lá no alto para a prorrogação. Só faltou se aproveitarem disso para ir adiante. Foram poucas chances criadas e tanto Clark quanto Johnson não precisaram fazer defesas complicadas. Sem pernas, esperando pelos pênaltis, os dois times relaxaram até a hora crucial.

Na marca da cal, Castellanos, Moralez e Talles Magno fizeram. Do outro lado, Mora e o ídolo Diego Valeri abriram a série esbarrando no goleirão Johnson. Santiago Moreno e Cristhian Paredes, por Portland, bem que balançaram as redes, mas nada puderam fazer enquanto observavam do meio-campo a batida decisiva de Alex Callens. O NYC soube gerenciar seus nervos no maior momento do clube e colocou as mãos na taça que tanto desejava.

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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