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MLS suspende zagueiro do Philadelphia Union por injúria racial

Kai Wagner, defensor do Philadelphia Union, foi suspenso por três jogos após admitir ofensas raciais contra Bobby Wood, atacante do New England Revolution

Acusado de injúria racial contra um adversário na semana passada, o zagueiro do Philadelphia Union, Kai Wagner, foi suspenso por três jogos pela MLS na última terça-feira (8). O jogador admitiu ter feito uma ofensa racista contra o atacante do New England Revolution, Bobby Wood, na primeira partida dos playoffs da liga norte-americana, em 28 de outubro.

– Ao chegar a esta decisão, a MLS considerou muitos fatores, incluindo a aceitação imediata da responsabilidade de Wagner pela violação, a vontade de participar em práticas restaurativas para reparar os danos causados, e a sua cooperação com a investigação da liga – disse a MLS em comunicado.

Além do gancho, Wagner passará por sessões educativas, exigidas pela liga, e participará de um programa dirigido por um especialista em práticas restaurativas. 

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A suspensão passa a valer imediatamente. O Union lidera a série melhor de três, mas caso seja eliminado, a próxima partida de punição será cumprida no próximo ano. No entanto, Wagner pode acabar não cumprindo toda a punição, uma vez que ele pode deixar a MLS na próxima temporada. Ele tem contrato válido apenas até o fim da temporada e tem atraído o interesse de clubes da Europa, de acordo com a imprensa americana. 

Nesta quarta-feira (8), o Philadelphia Union vai enfrentar o New England Revolution, em Foxborough, pelo jogo 2 das quartas de final da Conferência Leste.

O que aconteceu?

Segundo Wood, que é descendente de japoneses e negros, Wagner proferiu ofensas racistas em alemão durante a partida o primeiro jogo dos playoffs, no Philadelphia Park. O atacante do New England atuou na Alemanha por uma década, é fluente na língua germânica, e relatou o fato após a partida. Os detalhes do caso foram publicados pelo jornal The Athletic.

A MLS permitiu que Wagner permanecesse treinando com o elenco durante a investigação, e ele esteve em campo durante os trabalhos com bola. O Union não afastou Wagner das atividades voluntariamente, decisão que gerou críticas de parte da torcida. Em coletiva de imprensa, o técnico Jim Curtin já havia anunciado que o zagueiro não viajaria para New England antes que a suspensão fosse anunciada horas depois.

– Apoiamos a decisão da Major League Soccer e valorizamos a importância e a seriedade de promover um ambiente que seja inclusivo para todos. O Philadelphia Union não tolera qualquer forma de assédio, discriminação ou linguagem abusiva – disse o clube em nota.

Histórico de racismo na MLS

Os casos de racismo têm se multiplicado na MLS. Além de Wagner, Dante Vanzeir, também jogador dos Red Bulls, foi punido com seis jogos de suspensão. No início da temporada, ele foi acusado de fazer um “comentário racista” ao atacante do Earthquakes, Jeremy Ebobisse. Neste episódio, o clube também se pronunciou.

– Fomos informados durante a partida de sábado que um de nossos jogadores supostamente usou um insulto racial em campo. Os Red Bulls levam estes assuntos muito a sério e reportaram prontamente as acusações à Major League Soccer. Cooperamos com a investigação da Liga – disseram os Red Bulls em comunicado após a partida. Os Red Bulls de Nova York não toleram qualquer forma de assédio ou discriminação – disse em nota.

A suspensão de Vanzeir foi superior ao três jogos de Wagner por não haver colaboração do atleta à época.

Foto de Livia Camillo

Livia Camillo

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.
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