MLS

Fair Play: Bósnio nega ter tomado chute de adversário e árbitro rescinde expulsão na MLS

A Major League Soccer viveu a sua rodada dos clássicos no final de semana. E, enquanto a rivalidade exalou em vários cantos do país, DC United e Philadelphia Union enfatizaram o apelido de “Dérbi da Amizade” em seu confronto. A cena emblemática aconteceu aos 29 do segundo tempo, quando o time da Pensilvânia já vencia os adversários da capital por 1 a 0. Os anfitriões poderiam ficar com um homem a mais, depois que Luciano Acosta recebeu o cartão vermelho, mas Haris Medunjanin orientou o árbitro que a decisão não era correta. Fair Play que não impediu o triunfo de sua equipe.

A controvérsia nasceu em uma disputa de bola na lateral do campo. Acosta chegou pressionando Medunjanin, que caiu com o tranco. Falta, mas o árbitro também teve a impressão de um chute no bósnio. Por isso, mostrou o vermelho direto ao camisa 10 do DC United. Entretanto, diante do imbróglio, o volante adversário foi honesto o suficiente para sugerir ao juiz que a decisão era exagerada. Assim, o cartão do argentino acabou rescindido.

“Eu acredito que você precisa ser honesto. Estava protegendo a bola quando Acosta me empurrou. E, então, eu vi o cartão vermelho. Eu conversei com Acosta e ele disse que não me chutou. Eu também não senti isso. Fui até o árbitro e ele me perguntou o que aconteceu. Falei que foi um empurrão, mas não um chute”, contou Medunjanin, após o jogo. “Nós lutamos pelos três pontos, mas precisamos ser honestos. Eu tento vencer, não quero jogo sujo. Para mim, o mais importante é que ganhamos e jogamos honestamente. Eu posso falar sobre ser honesto, porque ganhamos os três pontos. É muito mais fácil falar agora, mas talvez se empatássemos seria diferente o meu discurso”.

Capitão do DC United, Steve Birnbaum elogiou a atitude de Medunjanin. Inclusive, afirmou que não sabe se faria o mesmo, caso estivesse no lugar do bósnio: “O árbitro me falou que viu algo e achava que estava correto, até Medunjanin o chamar. Foi de uma grandeza incomparável. Eu não sei se eu faria isso”. Uma nova versão para o caso entre Rodrigo Caio e Jô, que tanto gerou debate no Brasil.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.
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