MLS

De promessa de La Masía a dispensável no Barcelona, Riqui Puig acerta transferência para o LA Galaxy

Aos 22 anos, o jovem meio-campista nunca conseguiu se mostrar à altura do Barcelona e assina com o Galaxy até 2025

A base do Barcelona é muito incensada como reveladora de grandes talentos, então alguns jogadores que se destacam por lá já se tornam celebridades antes mesmo de chegar ao time principal. Riqui Puig foi um desses casos. Baixinho, habilidoso e muito técnico, muito se falava sobre o jogador. Aos 22 anos e passados dois desde a sua subida ao time principal, nunca esteve à altura do que se esperava. Sem espaço no clube, que precisava reduzir o elenco e sua massa salarial, o meio-campista foi anunciado nesta quinta-feira pelo LA Galaxy, da MLS.

O contrato de Puig vai até o final de 2025 e o Barcelona se protegeu com uma cláusula de recompra do jogador, além de direito a 50% de uma negociação futura, caso as coisas funcionem bem para o jogador, que deve ter os minutos em campo e a continuidade na MLS que nunca chegou perto de ter no Camp Nou.

Com 1,69 metro de altura, ele sempre se destacou pela visão de jogo e inteligência. Muito precoce, ele se destacava nas categorias menores. Pouco a pouco, porém, ficou mais difícil se destacar, seja pelo físico, seja porque os demais também se desenvolveram tecnicamente e ele perdeu o fator de ser alguém precoce. Ainda assim, havia a expectativa de ser um jogador muito técnico e que poderia agregar ao estilo de jogo do Barcelona. Nunca conseguiu fazer isso no time principal.

Na última temporada, fez apenas 17 jogos pelo Barça, com apenas três deles como titular. Em termos de número de jogos, fez mais partidas pela terceira divisão, jogando pelo Barcelona B, do que pelo time principal do Barcelona. Era visto como um jogador dispensável. Sua saída já era dada como certa pelo clube há algum tempo.

É raro ver jogadores que foram tão badalados quanto Riqui Puig optarem por irem para a MLS tão cedo na carreira. Com 22 anos, o jogador certamente poderia procurar outros clubes na própria Espanha ou mesmo em outras grandes ligas que apostassem nele. Puig, porém, é um caso excepcional quando tratamos sobre jogadores. Nascido em Matadepera e filho de uma família de boa situação financeira, nunca dependeu do futebol para viver.

Los Angeles oferece uma oportunidade de ser uma estrela em uma cidade badalada. Chega com o cacife de vir do Barcelona. Além disso, sua fama de ser um jogador que gosta de badalação fora dos gramados não o ajudava. No Galaxy, ele será companheiro de Chicharito Hernández e do brasileiro Douglas Costa. Mas há outro jogador no elenco que tem uma história que se relaciona com a sua.

No Galaxy, Riqui Puig encontrará outro canterano do Barcelona: o também meio-campista Víctor Vázques, já com 35 anos. Vázquez fazia parte da badalada geração 1987 do Barça, que tinha nomes como Gerard Piqué, Cesc Fàbregas e Lionel Messi. Vázquez era considerado um dos grandes articuladores do meio-campo daquela equipe e visto como um potencial talento para o time principal, mas nunca conseguiu brilhar no Barcelona. Foi do Barça B para o Club Brugge e rodou por diversos clubes até chegar ao Galaxy em 2020.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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