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De malas prontas para a MLS, Héctor Herrera elogia Atlético de Madrid e mira Copa: “Sonho dos mexicanos”

Meio-campista está acertado com o Houston Dynamo e se despede do Atlético de Madrid ao final da temporada, depois de três anos como colchonero

Héctor Herrera está nos seus últimos meses como jogador do Atlético de Madrid. O mexicano, de 31 anos, já está acertado com o Houston Dynamo, da MLS, e defenderá o clube a partir de julho. Em um ano tão importante, de Copa do Mundo, o jogador comentou em entrevista ao site de futebol bets Betway sobre essa despedida da Espanha, a ida para um novo país e nova liga, e a ambição alta com a seleção mexicana na Copa do Mundo 2022, no fim deste ano.

Herrera foi contratado em 2019 pelo Atlético, vindo de um bom período no Porto. É um jogador importante do elenco, mesmo sem ser um titular absoluto de Diego Simeone, e elogiou o ambiente que tem no clube da capital espanhola.

“Eles me fizeram sentir em casa e acho que os mexicanos aqui são muito amados, são muito apreciados, e acho que o carinho é mútuo. Estou superfeliz com o que tenho experimentado aqui, e grato a Deus por isso”, comentou o jogador à Betway. “Não tenho um relacionamento ruim ou conflituoso com ninguém, então o dia a dia é muito feliz e me divirto muito”.

Com a despedida marcada, Herrera ainda quer cumprir objetivos pelo Atlético antes de partir para a nova etapa da carreira nos Estados Unidos. “[Quero] Poder ter mais minutos, poder participar mais dentro do grupo, poder dar o meu grão de areia para ajudar a equipe a estar bem. Temos que trabalhar para conseguir atingir esses objetivos”, afirmou.

“Acho que é um pouco do que se fala aqui: paixão, orgulho e família. Isso é o que eles transmitem a você, o que eles colocam em você, e acho que está claro o que eles querem e o que eles fazem você sentir, e então o sentimento que eles geram e criam dentro de você”.

De olho na Copa do Mundo

O ano de 2022 é de Copa do Mundo e Herrera quer levar o México ao posto mais alto possível. E o sonho do meio-campista é mesmo o máximo possível: quer conquistar a taça de campeão mundial com a seleção mexicana, mesmo sabendo o quanto isso é difícil. Desde 2006, só europeus vencem a Copa do Mundo (Itália, Espanha, Alemanha e França foram os campeões desde 2006).

“É o que eu quero [o título da Copa]. Não sei, acho que há times muito fortes e é difícil dizer que ‘esse é o que vai ganhar’. Depende de muitas coisas, mas acho que há times muito fortes para essa Copa do Mundo”, disse. “Pessoalmente, gostaria que o México fizesse uma excelente Copa e que fôssemos o melhor possível para alcançar o objetivo e o sonho de todos os mexicanos”.

O jogador comentou sobre a nova geração de jogadores mexicanos, que ele espera que dê ainda mais força para a equipe ter sucesso no principal torneio de futebol do mundo. Herrara é parte de uma geração que conquistou a Olimpíada de 2012 em cima do Brasil na final e a Copa Ouro de 2015. “Todas as seleções sempre têm aquelas novas gerações que vêm para melhorar o grupo. No caso, temos uma muito boa e esperamos que nos traga muitas alegrias”, comentou.

O técnico da seleção mexicana, o argentino Tata Martino, por vezes é questionado, mas Herrera defendeu o comandante. “Muitas vezes não se tem muita paciência no México [com técnicos], mas acho normal, porque estamos acostumados com as mais altas exigências. [Tata] É um excelente treinador e uma excelente pessoa”, disse. “Acho que estamos em uma posição perfeita para poder nos classificar [à Copa] e estar nesse grande evento. Temos que nos preparar melhor e mentalizar para essa grande participação”, finalizou. Uma campanha boa nas Eliminatórias é sempre importante, mas isso por si não garante um bom desempenho na hora do Mundial.

Herrera contou quem são seus ídolos no futebol e um deles fez história na liga onde ele jogará, a MLS. “Acho que o ídolo mexicano de toda a vida sempre foi Cuauhtémoc Blanco, e em nível mundial foi o Juan Román Riquelme”, comentou o meio-campista.

Blanco atuou no Chicago Fire de 2007 a 2009. Atualmente, ele é governador do estado de Morelos, mas foi um dos grandes ídolos do futebol mexicano, com o título da Copa das Confederações de 1999 e da Copa Ouro em 1996 e 1998. Ele jogou pela seleção mexicana até 2014, com 120 partidas e 38 gols marcados.

Herrera vai para os Estados Unidos tentar construir a sua história e continuar defendendo El Tri, a seleção mexicana, com o sonho de levar a equipe da América do Norte ao título mundial.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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