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LA Galaxy cria categoria de base de alto nível para jogadores de Ensino Médio

O Los Angeles Galaxy lançou um programa de formação de jogadores que parece bem promissor. O clube montou uma espécie de categoria de base, emulando o que acontece na Europa e na América do Sul. Com isso, o time ataca um dos grandes problemas do futebol nos Estados Unidos, a formação de jogadores, ao mesmo tempo que mantém um ponto crucial, que é a educação. Afinal, o futebol precisa concorrer com outros esportes que oferecem estrutura de alto nível para estudar e se formar, além de se tornar atleta.

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A ideia é levar os garotos para usar a estrutura profissional do time, com médicos, nutricionistas e todos os profissionais que trabalham com o time profissional. Os garotos usariam o centro de treinamento da equipe e teriam intercâmbio com os profissionais.

Os treinamentos na parte da manhã farão parte da vida de atleta, junto com jogadores profissionais do Galaxy e do Galaxy II, o segundo clube da franquia, que joga em ligas inferiores. Os estudantes usarão equipamentos, estrutura e até vestiários compartilhados com os profissionais. O intuito é dar as melhores condições possíveis para tornar esses garotos atletas e jogadores de alto nível.

Na parte da tarde, os garotos terão um programa acadêmico com currículo adequado, além de receberem orientação nutricional, de desempenho físico e sessões de treinos físicos. Um sistema de imersão total dos garotos em idade de Ensino Médio para que estejam preparados para ingressar no time profissional mais cedo do que os demais esportes americanos – a maioria dos atletas na NBA e NFL vão para a liga profissional só depois da universidade.

“Nós estamos extremamente orgulhosos de criar um programa único no nosso país que irá permitir que os jogadores da nossas categorias de base possam aprender e se desenvolver com os mesmos recursos dados aos nossos profissionais”, disse o diretor das categorias de base do clube, Pete Vagenas. “A categoria de base do Galaxy tem a oportunidade de ser uma das melhores do mundo. Este é um passo fundamental para o nosso clube e para o desenvolvimento do futebol no nosso país”, disse ainda o dirigente.

O programa, claro, só dará resultado no longo prazo, mas parece uma iniciativa interessante para encontrar um modelo de formação de atletas, que é o principal gargalo para o crescimento do futebol nos Estados Unidos e, por consequência, da MLS. E já começa neste segundo semestre, quando inicia o no letivo escolar nos Estados Unidos.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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