Eliminatórias da CopaEstados Unidos

Klinsmanníaco

San Pedro Sula, 6 de fevereiro de 2013. O capitão Carlos Bocanegra esperava fazer mais jogo de Eliminatórias da Copa do Mundo pela seleção americana. Mas aconteceu algo que nem ele e nenhum de seus companheiros não esperavam.

O técnico Jurgen Klinsmann chegou para a equipe e anunciou uma escalação que não teria Bocanegra. Geoff Cameron e Omar Gonzalez, juntos pela primeira vez, seriam a dupla de zaga, enquanto Fabian Johnson e Timmy Chandler, nascidos na Alemanha, seriam os laterais da equipe.

Jogar nos estádios da América Central e do Caribe não é fácil. Muitos gramados não ajudam, os árbitros não muito bem preparados e a torcida é muito barulhenta e faz daquilo ali um inferno. Então é necessário que seus jogadores tenham uma experiência nesse tipo de local, algo que nenhum desses quatro atletas tinha.

Como já dito, a mudança surpreendeu a todos. E segundo um jogador consultado pelo site Sporting News, era algo que Klinsmann nunca tinha testado em treinos e que ninguém era familiar com a situação.

Logicamente, o time não conseguiu se encontrar em campo e, apesar de ter começado na frente, tomou a virada e não conseguiu reagir contra Honduras, que tem um time bom e mais entrosado do que o americano.

Não é novidade ao ver jogadores, imprensa e demais reclamando de Klinsmann. Phillip Lahm, que trabalho com o técnico na seleção alemã e no Bayern, disse em sua biografia que a equipe não trabalhava muito a parte tática e que depois de seis semanas, já dava para ver que não daria nada certo com ele.

No comando da seleção americana, Klinsmann ainda tem um grande problema: as invenções, como outro jogador disse. Em 24 partidas com os Estados Unidos, o técnico não repetiu a escalação em nenhuma partida, seja em amistoso ou eliminatórias.

Outro problema citado por fontes da Sporting News é que Klinsmann é maníaco por mudar o calendário de atividades do campo de treinamentos, o que não deixa nenhum dos jogadores felizes e acaba até confundindo quem não deveria. “Ele treina a equipe baseado no ‘feeling’”, disse uma das fontes consultadas pela SN.

Mesmo com uma vitória contra a Itália e a primeira contra o México fora de casa, não vejo o trabalho de Klinsmann com sucesso e até me preocupo bastante com o que pode acontecer nos próximos jogos, já que a seleção estará sem seus dois líderes, Bocanegra e o machucado Tim Howard (não conto Landon Donovan, já que está em retiro espiritual).

Os Estados Unidos recebem a Costa Rica e vão ao México nesta perna das eliminatórias. Dois jogos que não serão fáceis e que precisarão de um bom trabalho para vencer. E sinceramente, não sei se Klinsmann soube preparar seu time para esses desafios.

Mostrar mais

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo