Craque português diz por que ‘achou justo’ Lamine Yamal não vencer a Bola de Ouro
Ex-jogador português elogia astro do Barcelona, mas evita fazer comparações com Cristiano Ronaldo e Messi
Lamine Yamal era um dos indicados e favoritos à Bola de Ouro 2025, mas Ousmane Dembélé, do PSG, ficou com a honraria. O astro de 18 anos do Barcelona ocupou a segunda colocação, e o ex-jogador português Nani considerou “justo” o jovem não vencer.
O português falou sobre a premiação no “Portugal Football Summit”, em entrevista ao jornal “as”, e explicou por que Yamal realmente não deveria ter conquistado o troféu.
— Lamine Yamal é fantástico. É talento puro, tem uma grande carreira pela frente. Ele foi indicado à Bola de Ouro, todos achavam que seria dele. Acho justo que ele ainda não receba, porque é um jogador que sabemos que vai ganhar — declarou Nani.
Segundo ele, é questão de tempo até que o camisa 10 culé tenha uma Bola de Ouro. “Caso se mantenha focado, dedicado, se seguir um processo normal, certamente vai ganhar”, complementou.
Nani elogia, mas evita pressão sobre Lamine Yamal
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2025%2F09%2Fyamal-bola-de-ouro.jpg)
No evento, Lamine Yamal foi eleito o melhor jogador sub-21 e, pela segunda vez consecutiva, levou o Troféu Kopa. Na categoria principal, a diferença de pontos entre ele e Dembélé foi de 321, segundo dados divulgados pela “France Football”. Enquanto o francês fez 1.380, o espanhol obteve 1.059.
Após a cerimônia, Mounir Nasraoui, pai de Yamal, contestou o resultado em entrevista ao programa espanhol “El Chiringuito“ e afirmou que o filho é “de longe, o melhor jogador do mundo”.
Na campanha 2024/25, o atacante foi um dos protagonistas do Barcelona com 18 gols e 25 assistências em 55 jogos, e conquistou LaLiga, Copa do Rei e Supercopa da Espanha.
Dembélé (28 anos), por sua vez, fez 35 gols e deu 16 assistências em 53 partidas, e levantou os troféus da Ligue 1, Champions League, Copa da França e Supercopa Francesa com o PSG.
Nani ressaltou que o jovem Yamal tem condições de ser um jogador “muito, muito forte” e se tornar peça-chave em conquistas da seleção espanhola, por exemplo, mas evitou projetá-lo a níveis alcançados por Cristiano Ronaldo e Messi.
— Não podemos falar isso agora, porque estaríamos destruindo o que queremos que ele se torne. Não dá para comparar ou competir com Cristiano Ronaldo e Messi. Os que vêm depois deles, deixem fazer o que sabem, e nós aplaudiremos. Não podemos comparar. Muito do que acontece é porque estamos sempre comparando. (…) A pressão mata os jogadores.