Mais preocupação antes do City? Vini Jr assume que sentiu sequência de jogos no Real
Atacante brasileiro assume desgaste ao atuar por 90 minutos em seis partidas seguidas do Real Madrid
Em uma crise de lesões, o Real Madrid viu seu protagonismo ofensivo se resumir basicamente a Vinicius Júnior. O brasileiro, sem folgar, engatou 90 minutos em todas as seis partidas que disputou desde 14 de fevereiro — ou seja, jogou a cada 3,3 dias –, incluindo a vitória sobre o Celta de Vigo nesta sexta-feira (6).
A partida contra os celestes, porém, teve atuação abaixo do atacante. Muitas vezes, ele não conseguiu ter o mesmo perigo na ponta esquerda e até na área, de onde não finalizou uma vez sequer. Após a partida, Vini revelou que sentiu o peso do desgaste da pesada sequência de partidas, apesar de estar “muito bem”.
— Hoje estava um pouco cansado porque joguei muitos jogos nos últimos dias, mas é preciso estar sempre preparado para os grandes jogos. Agora precisamos voltar para casa, descansar um pouco e preparar a partida de quarta-feira — explicou à TV oficial dos Merengues.
A fala de Vinicius causa calafrios na torcida do Real, com trauma de sete lesionados no jogo frente ao Celta, incluindo os principais nomes no ataque além do camisa 7. Esse cenário difícil antecede a partida mais importante da temporada até aqui: as oitavas de final da Champions League contra o Manchester City.

A terra arrasada em lesões no Real Madrid antes do City
Os problemas físicos atormentam o Real há muitas temporadas. Os questionamentos ao departamento médico são recorrentes, o que não parece incomodar o presidente Florentino Pérez. Kylian Mbappé e Jude Bellingham, nas últimas semanas, aumentaram o burburinho em relação ao setor ao buscarem segunda opinião sobre suas lesões.
Vini Jr teve que pegar o protagonismo ofensivo dos Blancos — e correspondeu, com seis gols nos últimos sete jogos — pelas ausências de Rodrygo, Mbappé e Bellingham. O primeiro já está fora da temporada e o inglês não tem previsão de volta. Dos três, apenas o camisa 9 vive a expectativa de retornar para o confronto eliminatório na próxima quarta-feira (11), se recuperando de uma entorse no joelho, segundo o jornal “As”.
Ter Mbappé seria essencial ao técnico Álvaro Arbeloa, que preferiu improvisar Brahim Díaz como falso nove frente ao Celta do que utilizar Gonzalo García — o único atacante disponível tirando Vinicius.
Eduardo Camavinga, com dor de dente, deve estar contra o City, fortalecendo o meio-campo em um jogo essencial. Ceballos, porém, está fora, o único meia mais passador do elenco.
Na zaga, as ausências de Militão e Alaba, infelizmente para o Real, já não surpreendem. Rüdiger e Huijsen devem ser a dupla, ambos em baixa no momento para enfrentar Haaland, Semenyo e companhia.
Possível Real Madrid para enfrentar o Manchester City:
- Courtois; Arnold, Rüdiger, Huijsen e Carreras; Tchouaméni, Güler, Camavinga e Valverde; Vinicius Júnior e Mbappé (García)

- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Real será capaz de competir com retornos na Champions?
O Santiago Bernabéu será palco da primeira partida frente aos Citizens. Vinicius Júnior foi preciso ao projetar a partida: “Precisamos da nossa melhor versão“. Até porque, com os desfalques, o Real é o azarão. Antes da vitória sobre o Celta, a equipe perdeu duas seguidas por LaLiga pela primeira vez desde 2019 e saiu da liderança da competição.
Arbeloa substituiu Xabi Alonso, mas ainda mostrou pouco conteúdo. A maior notícia é justamente Vini. No restante, o time pouco mudou — em alguns aspectos, até regrediu.
Do outro lado, porém, não é o mesmo bicho-papão de sempre. Os azuis de Manchester não ostentam a mesma regularidade dos últimos anos, somando alguns tropeços inexplicáveis, como o empate com o Nottingham Forest, em casa, na última quarta (4). Até por isso, vê o Arsenal disparar e colocar uma mão na taça da Premier League com sete pontos de vantagem.
Tudo isso não muda o favoritismo de um City que só perdeu duas vezes desde 29 de novembro de 2025. No período, venceu Liverpool, Newcastle e o próprio Real Madrid, 2 a 1, pela fase de liga da Champions. A tendência é um time dominante, criando demais contra uma defesa que não tem sido segura.
O Real sabe os caminhos para superar o principal adversário na Liga dos Campeões nos últimos anos. Enfrentou em quatro mata-matas nas últimas quatro temporadas, e os Merengues avançaram três vezes. Muitas delas sendo dominado e lutando para defender uma vantagem que abriu em um contra-ataque, alguns com Vinicius Júnior sendo acionado.
É um cenário possível para partida do Bernabéu ou no Etihad Stadium, no dia 17 de março. A diferença é que era a equipe treinada por Carlo Ancelotti, não Arbeloa, que ainda está iniciando sua carreira como técnico principal.



