Espanha

Vinícius Júnior: “O melhor que faço é driblar. Quando consigo, é um adversário a menos para todos”

Em entrevista à Uefa, o garoto brasileiro também destacou a parceria com Benzema e tentou explicar o sentimento de marcar o gol da vitória em uma final de Champions

Vinícius Júnior teve uma temporada explosiva pelo Real Madrid, coroada com o gol da vitória sobre o Liverpool na final da Champions League em Paris. Mas além dos ótimos números que apresentou, ficou claro o amadurecimento do seu jogo e a confiança para praticá-lo mais livremente, que veio do técnico Carlo Ancelotti e também de companheiros como Karim Benzema, como contou em entrevista à Uefa.

Aos 22 anos, o brasileiro foi o segundo melhor jogador do Real Madrid campeão espanhol e europeu, depois de Benzema, com quem desenvolveu uma excelente parceria. “Sempre é importante ter impacto nas partidas, e Benzema sempre me diz para ser corajoso, desde que cheguei ao clube. Tenho que chutar para marcar e passar para assistir. Se não, acabo ficando com a bola. Nossa conexão foi muito boa e pudemos ganhar muitos jogos juntos”, disse.

É interessante a maneira como Vinícius encara a sua capacidade de driblar. Realmente um dos seus melhores atributos, que ele tenta colocar a serviço do time. “O melhor que eu faço é driblar. Sempre tento. Mesmo quando não sai, tento novamente. Quero avançar o máximo e dar ao meu time a opção da melhor jogada dentro de campo. Quando consigo, é um adversário a menos para mim e um a menos para todo mundo”, explicou.

Se ter impacto nas partidas é o objetivo, Vinícius Júnior pode ficar muito feliz com sua contribuição de 22 gols e 16 assistências por todas as competições. Nenhuma contribuição, porém, mais importante do que o gol que rendeu ao Real Madrid sua 14ª conquista da Champions League. “Foi uma sensação irrepetível. Apenas quem marcou nesse tipo de jogo na Champions League pode entender o sentimento. É indescritível. Não sei como expressá-lo, como contá-lo, não tem como explicar”, disse.

“Conseguimos tirar o melhor de nós como time durante toda a temporada. Conseguimos combinar a experiência dos jogadores mais veteranos com os mais jovens. Essa mistura foi a chave para os títulos da temporada”, contou Vinícius, que elegeu a grande virada contra o Manchester City na semifinal, com dois gols de Rodrygo no fim da partida no Santiago Bernabéu, como o grande momento da Champions.

“Alguns jogos foram uma montanha-russa emocional. Em dois minutos, Rodrygo foi lá e marcou dois gols que nos levaram à final. Foi o momento mais importante. Depois de uma temporada maravilhosa, era justo a coroarmos com uma vitória na final. Jogo futebol há mais de 15 anos e nunca se sabe até quando vai jogar, então tem que desfrutar ao máximo. Foi um momento importante com a camisa de maior prestígio do mundo e na competição mais importante”, encerrou.

Durante essa ascensão, Vinícius Júnior também ganhou mais espaço dentro da seleção brasileira e parece presença certa na Copa do Mundo do Catar, a partir de novembro.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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