‘É melhor ser 2º no Real Madrid do que 1º em qualquer outro time’, diz ex-jogador a Vini Jr
Vinícius Junior é alvo do Arsenal enquanto não chega a um acordo pela renovação com os Galácticos
Vinícius Junior conquistou o protagonismo no Real Madrid sob o comando de Carlo Ancelotti. A chegada do treinador italiano rendeu dois títulos de Champions League para o clube, com o camisa 7 marcando em ambas as finais, em 2021/22 e 2023/24. Desde que Kylian Mbappé foi contratado, no entanto, o brasileiro perdeu esta posição de destaque e referência na equipe.
Mbappé, camisa 10, teve a preferência de Xabi Alonso no início da última temporada, e terminou como artilheiro do Real Madrid na temporada. Vini, por outro lado, entrou em rota de colisão com o treinador espanhol, que deixou o comando após a primeira metade da temporada. Mesmo assim, e com este protagonismo do francês do ataque, o melhor futuro para o camisa 7 passa pela capital espanhola.
Pelo menos é o que defende Pedja Mijatovic, ex-jogador do Real Madrid na década de 1990, quando se sagrou campeão da Champions League e de LaLiga. Segundo o montenegrino, Vini Jr. deve optar por permanecer no Real Madrid apesar do interesse do Arsenal diante das possibilidades que o clube merengue oferece.
— É melhor ser o segundo no Real Madrid, mesmo que você esteja atrás do Mbappé, do que o primeiro em qualquer outro time do mundo — afirmou o ex-atacante, durante o programa “El Larguero”, da rádio espanhola “Cadena SER”.
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Vini Jr. e Real Madrid têm impasse pela renovação contratual
Estas conversas de uma possível transferência de Vini Jr. surgem diante do impasse com o Real Madrid pela renovação contratual. As partes não conseguiram chegar a um consenso quanto aos valores. Ao mesmo tempo, o Arsenal observa as movimentações na capital espanhola, e avalia uma investida ainda nesta janela de transferências.
— Isso sem falar no pode acontecer com o Vinícius ou com qualquer outro jogador que tenha saído: você vai embora chateado, irritado, porque não te valorizam… Todas essas histórias que já ouvi 1.500 vezes — contou Mijatovic.
O Real Madrid ofereceu a Vini Jr um salário de 22 milhões de euros anuais (R$ 130,4 milhões) para assegurar a renovação contratual de um de seus principais jogadores, mas não pretende subir a oferta além disso. O estafe do atacante, no entanto, tem uma pedida de 30 milhões de euros (R$ 177,8 milhões) para fechar o acordo.
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— Você encontra esse mesmo jogador 20 dias depois ou um mês depois em Londres, Paris ou em qualquer outro lugar, e a primeira coisa que ele diz é: ‘Meu Deus, como eu me enganei (por deixar o Real Madrid)’. E tudo por causa de dois ou três milhões de euros — aponta o ex-jogador do Real Madrid.
Ao longo dos últimos anos, o Real Madrid já se desfez de jogadores considerados “intocáveis” no elenco por não chegar a um acordo pela renovação. Este foi o caso de Cristiano Ronaldo e Karim Benzema, ambos vencedores da Bola de Ouro e que deixaram o clube sem ter o contrato renovado.
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Vini pode trilhar caminho semelhante ao de Neymar
Vini ainda é um dos protagonistas do Real Madrid, mas não é o único. No Arsenal, caso acerte sua transferência à Inglaterra nesta temporada, ele pode trilhar um destino semelhante ao de Neymar. Em 2017, o então atacante do Barcelona deixou a Espanha em direção ao Paris Saint-Germain, para se tornar o protagonista do clube.
Ainda que o impasse de Vini com o Real Madrid seja questão financeira, também existe certa concorrência com Mbappé no time titular. No Barcelona, Neymar tinha Lionel Messi para competir pelo brilho no ataque catalão; quando se transferiu para o PSG, ele assumiu o destaque da equipe, acompanhado justamente pelo futuro centroavante merengue.
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— Com 20 milhões de euros você vive exatamente da mesma forma. E quando você quer voltar (ao Real Madrid), já não há mais volta, obviamente. Eu mesmo passei por isso, e o mesmo aconteceu com o Özil também — afirmou Mijatovic.
Este mesmo cenário ocorreu com Neymar. Ao longo dos anos em que permaneceu na capital francesa, o camisa 10 chegou a negociar um possível retorno ao Barcelona, que não saiu do papel — diante da pedida do PSG para liberar o atacante. Em 2017, o clube, impulsionado pelos recursos do Catar, desembolsou 222 milhões de euros pelo jogador (R$ 880 milhões à época).
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