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Villarreal sobra em campo: Enquanto o Submarino emerge, o Atlético de Madrid afunda

O Villarreal enfrentou um início de temporada bastante difícil. Trocou de técnico, perdeu jogadores importantes, caiu nas preliminares da Liga dos Campeões. Alguns torcedores já esperavam o pior, remediados pelo desastre que aconteceu em 2011/12, quando estiveram na Champions e foram rebaixados em La Liga. No entanto, o poder de reação do Submarino Amarillo tem sido notável. E mesmo oscilando, vai bem. Avançou aos 16-avos de final da Liga Europa e briga pelas primeiras colocações no Espanhol. Com uma vitória nesta segunda para ratificar suas pretensões, engolindo o Atlético de Madrid com os 3 a 0 em El Madrigal.

Não foi uma atuação massacrante do Villarreal. Todavia, o time de Fran Escribá jogou de maneira extramente inteligente. Manteve a tranquilidade na defesa, diante do estéril ataque do Atleti. E aproveitou muito bem os incomuns erros defensivos dos colchoneros, que se repetiram na noite. Entre os 28 e os 38 minutos do primeiro tempo, dois gols de vantagem, anotados por Manu Trigueros e Jonathan dos Santos, graças ao auxílio dos adversários. Já nos acréscimos da etapa final, quando os visitantes já se conformavam com a derrota, Roberto Soriano deu o golpe de misericórdia.

Nos últimos meses, o Villarreal perdeu Marcelino, Denis Suárez e Eric Bailly. Perdeu também o alto rendimento de Cédric Bakambu, que vinha jogando muito na temporada passada e nem titular é mais. Mas soube se refazer dos entraves. Trabalhou de maneira interessante no mercado, reforçando principalmente sua linha de frente, com Soriano, Pato e Sansone. Segurou outros jogadores importantes, como Trigueros, Musacchio e Mario Gaspar. E, sobretudo, manteve o controle sobre o seu trabalho. O racha interno com a saída do técnico não estragou o resto da temporada. Que não se repita o sucesso de 2015/16, com a vaga na Champions, o saldo é positivo.

Com a vitória desta segunda, o Villarreal assume a quarta colocação. Chega aos 26 pontos, ultrapassando justamente o Atlético de Madrid e a Real Sociedad. Por outro lado, os colchoneros precisam se contentar com a temporada mais modesta do que em outros anos. Já não dá mais para sonhar com o título. São três derrotas nas últimas cinco rodadas. E a defesa, que tomou mais da metade de seus gols nesses três revezes, ainda pode esperar por tempos mais difíceis, depois que Jan Oblak saiu de campo lesionado. Enquanto o Submarino emerge, o Atleti afunda.

 

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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