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Villarreal mostrou a pedreira que é diante do Barcelona com MSN e tudo

São muitos e muitos jogos que o Barcelona não perde, em qualquer competição. É badalação para cima do trio MSN, com toda justiça, e rival atrás de rival caindo diante da força do time do técnico Luis Enrique. O domingo parecia ser mais um desses dias. Jogando na casa do Villarreal, o estádio El Madrigal, o Barça abriu 2 a 0 no primeiro tempo. Todo mundo acreditou que não havia muito mais o que fazer para os mandantes. Só que houve. No segundo tempo, o empate veio e a virada só não chegou por um pouco de sorte e outra parte do árbitro, que foi mal e acabou prejudicando o Submarino Amarelo.

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Vale lembrar que o Villarreal é um dos três times espanhóis vivos na Liga Europa. Eliminou um time forte, que veio da Champions, o Bayer Leverkusen. Terá pela frente o Sparta Praganas quartas de final, com boas chances de alcançar as semifinais do torneio europeu. O Leverkusen, aliás, esteve no grupo do Barcelona na Champions League. Não foi um grande adversário dos Blaugranas, por sinal. O Villarreal, ao contrário, foi.

A arma do Villarreal do técnico Marcelino García Toral foi intensidade. Se colocou de uma maneira muito física, tornando a partida complicada para um time que não estava no seu melhor. O Villarreal, em um 4-4-2 bem organizado, complicou o quanto pôde o jogo. E conseguiu tornar a partida difícil. Porque o Barcelona cadenciou o jogo, como se poupando energias com o jogo em andamento. O time da casa fez o contrário. Queimou combustível para acelerar mais e mais.

Um ponto crucial mudou o jogo. Gerard Piqué foi substituído por Mathieu. O zagueiro francês comprometeu. É verdade que Denis Suárez foi infernal e criou a jogada que Bakambu, em uma ótima fase, aproveitou para marcar. Depois, Mathieu marcou um gol contra, depois de um toque de Roberto Soldado em um escanteio. O improvável empate não parecia satisfazer os mandantes.

A intensidade do Villarreal contrastava com a tranquilidade do Barcelona. Entrar na correria do adversário significaria se desgastar mais, sendo que a vantagem na liderança é folgada e o Atlético de Madrid, além disso, tinha perdido no sábado. O cenário era tranquilo. O Barcelona jogava praticamente só pela vontade inerente de vencer em todos os jogos. O time também se poupava para o clássico com o Real Madrid, no dia 2 de abril. O terceiro gol do Villarreal não saiu e provavelmente era o que o Barcelona queria mesmo.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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