Espanha

Vermaelen: Ser zagueiro do Barcelona não é tão fácil quanto parece

A questão é um pouco matemática: se o Barcelona tem muita posse de bola e ataca sem parar, seus zagueiros passam muito tempo sem fazer nada, certo? Claro que não é assim. Os defensores dos catalães têm outras funções em campo e lidam com dificuldades diferentes de equipes que defendem em mais volume, como explica o belga Thomas Vermaelen, em entrevista ao Guardian.

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“As pessoas tem uma visão um pouco errada dos defensores do Barcelona porque pensam ‘ah, é um trabalho fácil, eles apenas atacam, atacam e atacam’, mas as exigências são muito altas”, explicou. “Jogar no campo do adversário não é algo que acontece naturalmente. Acontece porque nós os mantemos sob constante pressão. Se nós permitirmos que eles venham até nós, nós ficaremos sob pressão, então pressionamos, pressionamos e pressionamos, o tempo inteiro”.

“Isso significa que você tem 50 metros de campo nas suas costas e isso nem sempre é fácil. Nem é fácil começar jogando da defesa. Às vezes, seria mais fácil dar um chutão e pronto, mas não é esse o nosso estilo e é mais gostoso jogar assim. Estou acostumado a jogar de trás, mas ainda há coisas diferentes aqui em relação a meus antigos clubes. É um pouco… não sei a palavra… mais avançado”, completou.

Antes do Barcelona, Vermaelen atuava no Arsenal, que também tem um estilo de jogo que favorece a troca de passes e o jogo construído. Semelhanças que são levadas em conta pelo zagueiro belga quando ele pondera trocar de clube. “Para mim, não seria bom ir para um time que joga apenas com bolas longas. Você olha para a filosofia e assegura que é uma boa combinação”, explicou.

Vermaelen passou sua primeira temporada inteira no Camp Nou machucado e fez 20 jogos na segunda. Esteve emprestado à Roma durante um ano, com apenas 12 partidas. Mas, na campanha atual, finalmente conseguiu se estabelecer melhor e disputou 90 minutos em cinco rodadas seguidas do Campeonato Espanhol. Uma delas foi contra o Real Madrid, quando o zagueiro belga finalmente sentiu que estreou pelo Barcelona.

“Eu nunca tive a sensação de que eu nunca me recuperaria, mas aqueles momentos em que você está em recuperação são horríveis”, disse. “Fiquei meu primeiro ano inteiro machucado, com exceção da última partida, contra o Deportivo, quando já éramos campeões. Então joguei 20 jogos no segundo, alguns deles entrando do banco de reservas, não como titular. E agora tive uma sequência de jogos e senti que finalmente comecei. Você tenta se preparar para um jogo normal, fazendo as coisas normalmente, as rotinas para te dar estabilidade e calma, mas no fundo da mente você sabe que está jogando um clássico; não é apenas mais um jogo. É o jogo a que todos assistem e foi provavelmente um teste para mim”.

“Eu conheço minhas qualidades então sei que sou capaz de defender este clube, mas é sempre uma questão de me manter em forma e me sentir bem e foi isso que aconteceu nos jogos anteriores”, disse. “Eu ganhei confiança e o clássico foi um pouco um presente para mim porque Mascherano também retornou, então não sabia se começaria jogando. Fiquei muito honrado de ter disputado aquele jogo”.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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