
Cristiano Ronaldo deve estar cansado das polêmicas oportunistas em torno de seu nome. Talvez, você também esteja. É assim como ele, é assim como Messi, é assim com qualquer jogador midiático o suficiente para atrair ódios ou amores que se convertem em audiência. A última com o português aconteceu neste domingo, durante a vitória do Real Madrid sobre o Athletic Bilbao. Quando Álvaro Morata marcou o gol da vitória no final do segundo tempo, o camisa 7 levantou o braço direito. E lá veio a mídia oportunista dizer que ele estava “pedindo o impedimento do companheiro porque não foi ele quem balançou as redes”.
Não foi o caso de Cristiano vir a público explicar tamanha baboseira. Mas basta olhar um pouco mais para o atacante que se percebe o quão normal é seu hábito de comemorar deste jeito – e, também, mirar o bandeirinha para ver se não há qualquer anulação, algo normal entre jogadores profissionais. Quando Sergio Ramos fez o histórico gol contra o Atlético de Madrid, lá vai CR7 com seu braço direito levantado. Quando Quaresma escora o rebote do artilheiro contra a Croácia, na Euro, a mesma coisa. E se você quiser caçar no Youtube, dá para achar outros incontáveis exemplos. Um gesto instintivo de comemoração.
Podem até acusar o individualismo do atacante na conclusão de algumas jogadas, mas nem de longe este instante serve de exemplo. E, sabendo como ele é competitivo, faz ainda menos sentido ainda a reclamação por um gol que não só resolvia um jogo difícil, como também garantia a liderança ao Real Madrid.
Abaixo, o ótimo El Día Después, do Canal+ Espanhol, transformou a mão de Cristiano em narrativa ao jogo:


