Espanha

Talvez Martino já tenha deixado um bom legado ao Barcelona

É sempre bom não cair no ‘conto de La Masía’. Da mesma forma como o Barcelona revela grandes craques, também produz sua parcela de eternas promessas. Para cada Lionel Messi que se firma com a camisa blaugrana, há dezenas de Bojan’s, Jéffren’s  e Giovani’s que nunca cumprem as expectativas. Neste sábado, porém, os catalães viram o surgimento de um novo prodígio que, pelos prognósticos, está mais próximo de vingar do que de frustrar a todos.

O Valerenga não era um grande obstáculo, equipe que sequer briga pelo título do Campeonato Norueguês. A facilidade ficou evidente desde os primeiros minutos, com dois gols marcados rapidamente e Lionel Messi dando um show à parte. Já no segundo tempo, o Barcelona contou com o brilho de Jean-Marie Dongou, que substituiu o próprio camisa 10. Em sua estreia pela equipe principal, o camaronês de 18 anos marcou dois gols. Uma mostra e tanto de seu potencial.

Dongou chama atenção por um potencial que nem sempre surge nas canteras do Barça: é um centroavante típico. O novato não é alto, mede só 1,73 m, mas conta com um porte físico privilegiado e tem boa capacidade para romper defesas. A comparação natural é com Samuel Eto’o, não só pelo estilo, como também pelo fato de que o garoto foi levado ao Camp Nou justamente pelo antigo camisa 9.

Destaque nas categorias de base, Dongou foi efetivado no Barça B em 2012/13. Disputou 32 partidas, foi titular em metade delas e marcou cinco gols. Os números não são tão impressionantes, mas marcam um período de adaptação. Contra o Valerenga, ao menos, o garoto demonstrou vontade, bastante participativo na construção ofensiva da equipe.

É difícil dizer se Dongou será mesmo o “novo Eto’o”. Sendo uma opção confiável no elenco, dando alternativas ao time, a torcida já deve ficar satisfeita – especialmente após diversas frustrações recentes com os garotos que despontaram para o ataque. Talvez, logo em seus primeiros dias, Tata Martino já deixou algum legado no Barcelona.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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