Super-humano? Messi não se lesionava havia 20 meses
Lionel Messi viveu um dia incomum no Camp Nou nesta quarta-feira. Primeiro, pela expectativa gerada junto à torcida do Barcelona. Acostumados a serem testemunhas oculares da história escrita pelo camisa 10, os blaugranas estavam mais ansiosos que de costume pelo próximo gol do artilheiro. O 85º tento em 2012, que igualará o recorde de Gerd Müller. E que, apesar dos pedidos, não aconteceu por outra anormalidade: Messi deixou o campo de maca, em sua primeira lesão em 20 meses.
Mesmo perseguido pelos marcadores, o atacante havia sofrido seu último problema físico em março de 2011, ao sentir um desconforto muscular em amistoso pela seleção argentina, contra os Estados Unidos. As dores o tiraram da partida contra a Costa Rica, mas o camisa 10 estaria pronto já para o compromisso seguinte do Barcelona, contra o Villarreal. Curiosamente, o maior prejuízo na ocasião foi da federação costarriquenha, que precisou indenizar um torcedor que se sentiu lesado por não ver o craque em campo.
Desde então, foram 114 partidas até que Messi voltasse a ser anulado por uma contusão. O artilheiro ficou de fora de apenas seis jogos do Barcelona nas últimas duas temporadas: ganhou descanso em quatro partidas pela Copa do Rei, todas pela primeira fase, e no último compromisso da fase de grupos da LC 2011/12, quando o time já estava classificado; além de ter cumprido suspensão em uma rodada de La Liga.
Já para relembrar a última vez que Messi desfalcou o Barcelona por conta de uma lesão, é preciso voltar 26 meses no tempo. Em setembro de 2010, o atacante sofreu entrada dura contra o Atlético de Madrid e, com uma distensão no ligamento do tornozelo, precisou ficar afastado por dez dias, perdendo dois jogos por La Liga. Ao todo, foram apenas três partidas em que o argentino trocou o campo pelo departamento médico sob o comando de Pep Guardiola – o treinador ajudou a elaborar uma dieta e um plano de preparação física específicos ao jogador.
A excelente condição física é outra prova da evolução de Messi, que viveu um pesadelo em suas quatro primeiras temporadas como profissional. O atacante teve cinco contusões musculares na coxa, que o fizeram perder inclusive a decisão da Liga dos Campeões em 2006. O último problema do tipo aconteceu em março de 2008, contra o Celtic, o tirando de ação por oito partidas. Desde então, Messi se tornou um super-humano também pela invulnerabilidade às lesões – e ainda mais capaz de pulverizar recordes.



