Copa do ReiEspanha

Sobraram pancadas no clássico de Madri. Mas, bola mesmo, só o Real mostrou

A rivalidade entre Real Madrid e Atlético de Madrid foi renovada nos últimos anos. Algo que tem muito a ver com a ascensão recente dos colchoneros, que quebraram o jejum de 13 anos sem vencer os merengues ao derrotá-los na final da Copa do Rei. E que também reflete em um clima bastante acirrado para os clássicos. Nesta quarta-feira, foi assim no Santiago Bernabéu. Em momentos de nervos à flor da pele, os dois times ficaram igualados, em um confronto bastante pegado. Já no placar, superioridade clara do Real, que venceu por 3 a 0 e se aproximou bastante da decisão da Copa do Rei.

Se a equipe de Diego Simeone é conhecida por seu estilo aguerrido, ela não se furtou de esconder esse lado na visita ao Real Madrid. Foram vários lances ríspidos do Atleti, que recebeu quatro cartões amarelos. Enquanto isso, os merengues também souberam provocar, mas foram bem mais discretos. A ponto de Álvaro Arbeloa dar um pisão em Diego Costa sem ser notado. O centroavante rojiblanco, aliás, foi o maior alvo das provocações dos adversários, se estranhando também com Pepe.

Levando em conta só o que rolou quando a bola estava em jogo, porém, o domínio foi total do Real Madrid. Os blancos acharam dois de seus gols por acaso, é verdade: Pepe e Di María balançaram as redes em chutes desviados, que tiraram Courtois da jogada, enquanto Jesé fez o seu em uma ótima infiltração. Mas a sorte não diminui a competência do time de Carlo Ancelotti, que dominou a posse de bola e ditou o ritmo, especialmente com Luka Modric. Já do outro lado, a solidez defensiva não foi tão grande por parte do Atlético, assim como os erros nas tentativas de contra-ataque se excederam. Uma péssima noite  para os colchoneros, que, apesar da qualidade, dificilmente conseguirão reverter o revés no Vicente Calderón.


Pepe and Arbeloa kick Diego Costa all half long… por LaLigaAction

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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