Espanha

Sevilla atropelou o Real Madrid, que tem que agradecer por não ter sido uma goleada histórica

Foi um atropelamento. O estádio Ramón Sánchez Pizjuan não costuma ser um ambiente fácil para os adversários do Sevilla, mas o Real Madrid e Cristiano Ronaldo vinham se dando bem mesmo atuando na casa do time rojiblanco. Nesta temporada, o Real Madrid vem com mais problemas que nas anteriores: uma defesa artificialmente boa, um ataque menos letal e um time que não consegue controlar os seus jogos. O Sevilla se aproveitou de todos esses problemas e fez 3 a 1 no time de Madri e pelo que foi o jogo, os blancos podem agradecer. Poderia ter sido pior.

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O gol de Sérgio Ramos, aos 22 minutos de jogo, deu uma vantagem que não duraria. Aliás, nem o zagueiro durou muito no jogo. Ele vinha jogando no sacrifício, com dores no ombro, mas o seu gol, de voleio, o fez cair de ombro no chão. Saiu, substituído. Ao sair do gramado, tirou a camisa e deixou à mostra uma proteção enorme no ombro. Entrou o francês Varane.

Aos 36 minutos, Immobile, tendo a chance de começar a partida, empatou o jogo. O segundo tempo veio e foi quando o atropelamento se materializou. Konoplyanka, um dos melhores na partida, fez uma grande jogada, tabelou pela ponta esquerda com Immobile e cruzou rasteiro para Banega marcar 2 a 1, aos 16 minutos. Veio então o gol de Fernando Llorente, completando de cabeça uma jogada pelo lado direito.

Com o placar em 3 a 1, a situação parecia dominada pelo Sevilla. Foram várias boas chances criadas e gols perdidos. O 3 a 1 poderia ter virado, quatro, cinco ou até seis. O Real Madrid estava atordoado em campo. Danilo e Casemiro, os brasileiros, estavam perdidos e pareciam desprotegidos. Modric, normalmente um organizador do meio-campo do Real Madrid, errou passes simples. Cristiano Ronaldo, no campo de ataque, tocou pouco na bola. Foi uma figura apagada. O gol no final de James Rodríguez, em um chute de longe no final, ainda diminuiu o placar para 3 a 2. Insuficiente para mudar o vencedor.

Mais uma vez, o Real Madrid dá mostras de problemas. A defesa, que parecia que ia bem pelos números, mostrou que não era exatamente por uma boa armação. O ataque do time, outra vez pobre em criar jogadas, dependeu apenas dos jogadores, individualmente. Como o time tem estrelas capazes de desequilibrar, ainda respira nos jogos, mesmos nos ruins, como foi o caso deste. Mas o futebol do time continua sendo ainda pior que os resultados. No meio da semana, a vitória sobre o PSG foi enganadora, porque o time não jogou bem. Agora, no fim de semana, veio mais uma atuação ruim, mas desta vez o Sevilla não perdoou.

Vale o destaque para o ucraniano Yevhen Konoplyanka, que fez passes para dois gols do time. Contratado no começo desta temporada, Konoplyanka já tinha sido bastante útil em jogos anteriores, mas fez a sua melhor partida com a camisa rojiblanca neste domingo. O jogador deixou o Dnipro na temporada passada, adversária do próprio Sevilla na Liga Europa, e chegou de graça ao clube espanhol, depois de ver seu contrato acabar. Antes, ele já tinha sido especulado em diversos clubes. Aos 26 anos, ele vem mostrando que pode ser um jogador bastante útil.

O resultado fez o Real Madrid não conseguir alcançar o Barcelona na liderança. Os blancos têm 24 pontos, contra 27 do Barcelona. O Atlético de Madrid tem 23 e o Celta, quarto colocado, 21. O Sevilla, ainda em recuperação, tem 15 pontos, em 10º lugar.

Veja os gols do jogo:

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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