Rodrigo, após ignorar o impossível na insana classificação do Valencia: “Mostramos um caráter impressionante”

O Valencia faz uma temporada abaixo do esperado, ainda mais depois de todo o frenesi causado em 2017/18. Os Ches sofrem com a falta de efetividade de seu ataque e, embora tenham se recuperado nos últimos meses, tentam se aproximar da zona de classificação à Liga dos Campeões. Entre os que caíram de desempenho, Rodrigo Moreno vem sendo bem menos letal diante das redes. No entanto, o atacante rescendeu a chama no Mestalla durante esta terça, pela Copa do Rei. O camisa 19 teve uma atuação histórica contra o Getafe nas quartas de final do torneio, não apenas por anotar uma tripleta, mas também por garantir a classificação com dois gols nos acréscimos. A vitória por 3 a 1 reverteu a derrota por 1 a 0 na ida e botou os valencianos entre os quatro melhores da competição nacional. A grande chance de título na temporada, ao lado da Liga Europa.
Dono de uma das melhores defesas do Campeonato Espanhol, o Getafe pareceu assegurar a classificação logo no primeiro minuto, quando Jorge Molina abriu o placar e passou a exigir três gols do Valencia no Mestalla. O show de Rodrigo Moreno começou aos 16 do segundo tempo. Denis Cheryshev cruzou e o atacante ficou com a meta escancarada para marcar. Mas nada comparado à catarse dos acréscimos. O oportunismo do camisa 19 pesou. Primeiro, aos dois minutos, aproveitou uma bola escorada por Santi Mina na pequena área para arrematar. E mataria a partida logo na sequência, em serviço de Kevin Gameiro, apenas desviando para as redes. Embora tenham sido “gols fáceis”, o senso de posicionamento e a movimentação para dar a melhor opção pesaram demais.
“Como equipe, demonstramos um caráter impressionante hoje. Viemos mostrando isso ao longo da temporada, mesmo que os resultados não venham acontecendo. Isso é o que somos. Nós nos sentíamos superiores do Getafe dentro de campo, não falando. É uma equipe muito competitiva, mas fomos superiores no confronto”, declarou Rodrigo, após o jogo. “O importante é que passamos. Quando destaco o coletivo, entendo que, quando as coisas saem mal, dois ou três de sempre acabam marcados. O importante é o caráter da equipe. Não baixamos os braços nesta temporada. E a torcida acreditou em nós, sempre nos apoia até o final. Estamos trabalhando com a mesma paixão e com a mesma convicção. Os resultados agora chegam”.
Valencia aguarda a sequência da Copa do Rei, para saber quais as suas chances nas semifinais. Na Liga Europa, seu desafio é o Celtic nos 16-avos de final. Além disso, apesar dos problemas no Espanhol, a distância de sete pontos ao Sevilla no G-4 ainda torna a classificação à Champions um sonho possível. Os Ches precisarão de mais noites como essa, de Rodrigo e seus companheiros na linha de frente.


