El Clásico: Por que Rodri é tudo o que falta no Real Madrid e o que faz Barcelona sobrar
Volante espanhol esteve perto de acordo com Merengues antes de assinar com Barça, cuja transferência mudou rumo de 2026/27
Antes mesmo de ser campeão da Copa do Mundo com a Espanha, Rodri já havia sinalizado ao Manchester City que estava aberto uma transferência. A princípio, tudo indicava que o volante vencedor da Bola de Ouro 2024 se juntaria ao Real Madrid, porém, uma reviravolta inesperada o levou ao Barcelona.
A imprensa espanhola noticiou em agosto que os Merengues haviam avançado nas conversas com Rodri logo após a final do torneio da Fifa na América do Norte. O camisa 16 era uma das prioridades de José Mourinho, que percebia a ausência de um primeiro homem de meio-campo de elite no elenco.
Entretanto, Rodri decidiu esperar pelo Barça, que fez uma oferta superior a do rival, no valor de 75 milhões de euros (cerca de R$ 453,2 milhões à época). Naquele momento, reforçar o setor não era prioridade de Hansi Flick, que já tinha nove opções, porém, a disponibilidade e interesse do capitão de La Roja não foram ignorados.
Yamal e Neymar são tão parecidos assim? O que o campo e os números revelam
Em entrevistas posteriores, Rodri reconheceu que foi “difícil dizer não ao Real Madrid”, mas que deu prioridade ao Barcelona pelo projeto esportivo e por entender que era o lugar em que suas características poderiam ser melhor aproveitadas. A temporada ainda está no começo, mas essa simples escolha do volante espanhol ajuda a explicar a diferença gritante entre os gigantes espanhóis até aqui.
Enquanto os Merengues ainda sofrem para equilibrar defesa e ataque, os Blaugranas têm sobrado no meio-campo muito graças a Rodri.
E com o primeiro El Clásico marcado para este domingo (25), às 17h (horário de Brasília), no Camp Nou, pela 10ª rodada de LaLiga, a Trivela explica porque o Real Madrid sente tanto a ausência de alguém como Rodri, enquanto o Barcelona evoluiu com a chegada do camisa 16 para 2026/27.
Meio-campo do Real Madrid ainda é incerto, mas Rodri já é o pilar do Barcelona
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F08%2Fhansi-flick-222.jpg)
Desde a aposentadoria de Toni Kroos e a saída de Luka Modrick, os Merengues têm sofrido para fortalecer sua linha à frente da defesa com jogadores capazes de realizar uma transição de jogo de qualidade. Mourinho já fez inúmeros testes, mas ainda não encontrou uma solução adequada para construções mais pausadas.
Federico Valverde já foi deslocado para a lateral-direita porque Denzel Dumfries e Trent Alexander-Arnold não corresponderam por ali. Aurélien Tchouaméni sofreu uma lesão no Mundial e ainda busca melhor rendimento, embora seja conhecido mais por ser um volante destruidor de jogadas.
Eduardo Camavinga segue oscilando e é mais um condutor do que passador. Bernardo Silva tem a visão de jogo e qualidade no toque, mas falta fisicalidade e fôlego para correr 90 minutos em alta intensidade. Por outro lado, o craque espanhol tem potencializado seus companheiros nos Culés.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F10%2Fjose-mourinho-auxiliares.jpg)
Rodri é quem dita o ritmo no Barcelona, sendo capaz de lidar com a marcação-pressão do adversário e abrindo espaço para Pedri. Enquanto o camisa 16 organiza, equilibra e direciona os passes, o meia de 23 anos pode usar de sua criatividade para conectar com os atacantes, cuja parceria facilita o domínio do Barça sobre seus rivais.
Rodri pelo Barcelona em LaLiga segundo o jornal “Marca”
- 8 jogos;
- Aproveitamento de 95,2% dos passes;
- 28 duelos ganhos;
- 36 recuperações de bola.
Como o volante vinha de oito partidas seguidas como titular no Barcelona, além de outras quatro pela Espanha na Super Data Fifa, o técnico alemão decidiu colocá-lo no banco de reservas no duelo contra o PSG. Luis Enrique, com um meio-campo de alto nível, se sobressaiu e venceu por 4 a 2 no Parc des Princes — interrompendo o 100% de aproveitamento do Barcelona na temporada.
Apesar de “sacrificar” a 3ª rodada da Champions League, o camisa 16 agora está com melhor condicionamento físico para lidar com os possíveis contra-ataques mortais do Special One. Com Rodri em campo, o Real Madrid terá muitas dificuldades de se impor com a posse. E quando precisar tirar a bola de seus pés, o trabalho será dobrado, e isso deve fazer a diferença no clássico.