Espanha

Resumo da temporada – Parte II

A temporada 2008/09 na Espanha teve um dono supremo: Barcelona. A conquista da inédita Tríplice Coroa comprovou a superioridade da equipe catalã. Não houve adversário para o Barça em momento algum da competição. Nem mesmo o eterno rival Real Madrid, humilhado com uma goleada no segundo turno.

A segunda e última parte do resumo desta temporada traz as dez equipes da parte de cima da tabela – as outras estão aqui. O Sevilla foi estável durante todo o torneio, já o Valencia tremeu no final e cedeu o lugar na Liga dos Campeões para o Atlético de Madrid. Sem falar em Málaga e Deportivo, que correram, correram, correram e morreram na praia.

Espanyol

Colocação final: 10o, com 47 pontos
Técnico: Bartolomé Márquez (até a 13a rodada), José Manuel Esna (da 14a rodada até a 19a) e Mauricio Pochettino (desde a 20a rodada)
Maior vitória: 4×0 Málaga (19a rodada)
Maior derrota: 3×0 Sporting de Gijón, Valencia, Almería e Mallorca (32a, 34a, 37a e 38a rodadas)
Principal jogador: Luis García (atacante)
Decepção: Steve Finnan (defensor)
Artilheiro: Tamudo, 6 gols
Copa do Rei: eliminado nas quartas de final pelo Barcelona
Competição continental: nenhuma

Graças ao argentino Mauricio Pochettino o Espanyol não foi rebaixado. Foram dois treinadores antes dele, com passagens ridículas. A equipe catalã esteve na zona do rebaixamento por quase todo Campeonato Espanhol. Saiu somente na 33a rodada, graças a um segundo turno excelente, quando o time somou 32 pontos. Reação impressionante. No gol, mais uma vez Kameni se destacou, enquanto na frente Luis García teve a valiosíssima contribuição do brasileiro Nenê.

Mallorca

Colocação final: 9o, com 51 pontos
Técnico: Gregório Manzano
Maior vitória: 4×2 Recreativo (33a rodada)
Maior derrota: 4×1 Getafe (15a rodada)
Principal jogador: Juan Arango (meia)
Decepção: Webó (atacante)
Artilheiro: Aduritz, 11 gols
Copa do Rei: eliminado nas semifinais pelo Barcelona
Competição continental: nenhuma

O Malloca se manteve na zona do rebaixamento por muitas rodadas, mas conseguiu uma boa arrancada no final e se salvou da queda. Muito graças ao seu setor ofensivo, armado pelo meia venezuelano Arango e os espanhóis Jurado e Aduritz, responsáveis por 28 dos 53 gols do time, que compensaram a fraca temporada de Webó. Na prática, o Mallorca não mostrou a que veio na competição, sem ter conseguido qualquer destaque, mas também não merecia ter sido rebaixado.

Málaga

Colocação final: 8o, com 55 pontos
Técnico: Juan Ramón López Muñiz
Maior vitória: 4×0 Recreativo e Espanyol (6a e 19a rodadas)
Maior derrota: Barcelona 6×0 (28a rodada)
Principal jogador: Apoño (meia)
Decepção: Salva (atacante)
Artilheiro: Apoño e Baha, 9 gols
Copa do Rei: eliminado nas 1/16 de final pelo Mallorca
Competição continental: nenhuma

O Málaga foi uma das sensações da temporada. A equipe, mesmo sem grandes nomes no elenco, esteve sempre na briga pelas vagas nas competições europeias. O meio de campo foi um dos pontos fortes do time malagueño. Na marcação, o português Duda, ex-Sevilla, deu conta do recado, enquanto o meia ofensivo Apoño se destacou com nove gols. Sem falar no atacante marroquino Baha, que também marcou nove vezes no campeonato. Nas últimas rodadas, porém, o time vacilou contra os adversários diretos e acabou em uma modesta oitava colocação.

Deportivo

Colocação final: 7o, com 58 pontos
Técnico: Miguel Ángel Lotina
Maior vitória: 5×3 Racing de Santander (26a rodada)
Maior derrota: 5×0 Barcelona (19a rodada)
Principal jogador: Filipe (defensor)
Decepção: Valerón (meia)
Artilheiro: Lafita, 8 gols
Copa do Rei: eliminado nas oitavas de final pelo Sevilla
Competição continental: nenhuma

Outra sensação da temporada. O Deportivo de la Coruña lembrou seus momentos de grandeza na Espanha e brigou até o final pelas vagas europeias. O goleiro Aranzúbia foi tranqüilo sempre e teve um ótimo lateral na sua defesa, o brasileiro Filipe. No meio, o grande destaque foi Lafita, autor de oito gols na competição. Sob o comando de Lotina, a equipe tem boas perspectivas, apesar de ter ficado sem a vaga na Liga Europa.

Valencia

Colocação final: 6o, com 62 pontos
Técnico: Unai Emery
Maior vitória: 4×0 Numancia (7a rodada)
Maior derrota: 4×0 Barcelona (14a rodada)
Principal jogador: Villa (atacante)
Decepção: Morientes (atacante)
Artilheiro: Villa, 28 gols
Copa do Rei: eliminado nas quartas de final pelo Sevilla
Competição continental: eliminado nas 1/16 de final da Copa Uefa pelo Dynamo Kiev

A temporada parecia promissora para o Valencia. O time começou com tudo, chegando a liderar entre a terceira e a oitava rodada. Depois se manteve tranqüilamente com uma das vagas para a Liga dos Campeões, mas fraquejou no final e teve que se contentar com um posto na Liga Europa. David Villa foi espetacular, com 28 gols, e teve ao seu lado Juan Mata em franca ascensão. A dupla de zaga, com Albiol e Marchena também se salvou. E, claro, é preciso ressaltar o ótimo trabalho do técnico Unai Emery.

Villarreal

Colocação final: 5o, com 65 pontos
Técnico: Manuel Pellegrini
Maior vitória: 4×1 Athletic Bilbao (9a rodada)
Maior derrota: 3×0 Valladolid, Deportivo e Almería (12a, 21a e 29a rodadas)
Principal jogador: Capdevilla (defensor)
Decepção: Matías Fernández (meia)
Artilheiro: Llorente, 15 gols
Copa do Rei: eliminado nas 1/16 de final pelo Poli Ejido
Competição continental: eliminado nas quartas de final da LC pelo Arsenal

O bom time do Villarreal teve mais uma boa temporada. Um pouco redundante, é verdade, mas é a descrição mais correta. Sob o comando de Pellegrini, o Submarino Amarillo incomodou os grandes e terminou com uma vaga na Liga Europa. Capdevilla foi o grande destaque da equipe, que também teve no italiano Rossi e em Marcos Senna outros destaques. Sem falar em Llorente, Godín, Cazorla…

Atlético de Madrid

Colocação final: 4o, com 67 pontos
Técnico: Javier Aguirre (até a 21a rodada) e Abel Resino (desde a 22a rodada)
Maior vitória: 5×2 Sporting de Gijón (14a rodada)
Maior derrota: 6×1 Barcelona (6a rodada)
Principal jogador: Forlán (atacante)
Decepção: Maniche (meia)
Artilheiro: Forlán, 32 gols
Copa do Rei: eliminado das oitavas de final pelo Barcelona
Competição continental: eliminado nas oitavas de final da LC pelo Porto

Foi o campeonato de Diego Forlán. Artilheiro da Liga com 32 gols, ele foi o grande nome e líder do Atlético de Madrid, que se classificou pela segunda temporada seguida para a Liga dos Campeões. A saída de Javier Aguirre, no meio da competição, foi providencial. Abel Resino não é um gênio, mas conseguiu com que o bom elenco do Atleti se tornasse um time. Além do atacante uruguaio, a equipe teve muitos outros destaques, como o meia português Simão e o atacante argentino Kun Aguero.

Sevilla

Colocação final: 3o, com 70 pontos
Técnico: Manuel Jiménez
Maior vitória: 4×0 Athletic Bilbao (6a rodada)
Maior derrota: 4×0 Barcelona (32a rodada)
Principal jogador: Jesús Navas (meia)
Decepção: Chevantón (atacante)
Artilheiro: Kanouté, 18 gols
Copa do Rei: eliminado nas semifinais pelo Athletic Bilbao
Competição continental: eliminado na fase de grupos da Copa Uefa

Constante durante toda temporada, o Sevilla foi realmente a terceira força do Campeonato Espanhol. Tirando alguns tropeços bobos, a equipe da Andaluzia teve uma ótima temporada na Liga. Jesús Navas fez uma grande competição, deixando o papel de promessa e confirmando-se como um grande jogador. Na defesa, o goleiro Palop mais uma vez foi muito bem, com o zagueiro Squilacci à frente. E Manuel Jiménez consolida-se, também, como um técnico competente.

Real Madrid

Colocação final: 2o, com 78 pontos
Técnico: Bernd Schuster (até a 14a rodada) e Juande Ramos (desde a 15a rodada)
Maior vitória: 7×1 Sporting de Gijón (4a rodada)
Maior derrota: 6×2 Barcelona (34a rodada)
Principal jogador: Raúl (atacante)
Decepção: Drenthe (defensor)
Artilheiro: Higuaín, 22 gols
Copa do Rei: eliminado pelo Real Nacional de Irún nas 1/16 de final
Competição continental: eliminado nas oitavas de final pelo Liverpool

Foi uma temporada de altos e baixos. O vice-campeonato ficou em segundo plano com a goleada sofrida para o Barcelona, por 6 a 2, em pleno Santiago Bernabéu. Até então, o time vinha com sete vitória seguidas e 18 jogos de invencibilidade, e sonhava em desbancar o Barça do topo. No final das contas, teve últimos jogos medíocres e terminou a temporada melancolicamente. Raúl brilhou, assim como Higuaín, que finalmente conquistou a confiança de torcida e imprensa. Por outro lado, alguns holandeses não foram bem, casos de Drenthe e Huntelaar.

Barcelona

Colocação final: 1o, com 87 pontos
Técnico: Pep Guardiola
Maior vitória: 6×0 Valladolid e Málaga (10a e 28a rodadas)
Maior derrota: 4×3 Atlético de Madrid (25a rodada)
Principal jogador: Messi (meia)
Decepção: Martín Cáceres (defensor)
Artilheiro: Eto’o, 30 gols
Copa do Rei: campeão
Competição continental: campeão da Liga dos Campeões

Não há muito a se falar sobre esse time do Barcelona. Campeão espanhol, da Copa do Rei e da Liga dos Campeões. Futebol ofensivo e vistoso. Teve Lionel Messi em forma espetacular. Sem falar no goleador Samuel Eto’o. Xavi e Iniesta foram sublimes no meio. Daniel Alves um dos pontos fortes. E Puyol, na defesa, um valente capitão. Na temporada de estreia de Pep Guardiola no comando barcelonista, o jovem treinador foi perfeito. Faltam adjetivos para os culés.

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Equipe Trivela

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