Real Madrid admite erro e volta ao mercado para corrigir planejamento de 2025
Clube espanhol investe novamente nas mesmas posições após reforços não entregarem o impacto esperado no elenco
A movimentação do Real Madrid no mercado de transferências revela uma mudança de estratégia no planejamento do clube. Apenas um ano depois de realizar um grande investimento para solucionar carências do elenco, a diretoria voltou a buscar reforços justamente para as mesmas posições, indicando que as apostas feitas anteriormente não tiveram o impacto esperado.
A chegada de Denzel Dumfries é o exemplo mais recente dessa nova postura. O lateral-direito foi contratado por cerca de 20 milhões de euros (R$117, 9 milhões) e se junta a outros nomes que chegam para fortalecer setores que já haviam recebido atenção na temporada passada.
Além dele, o Real Madrid investiu aproximadamente 55 milhões de euros (R$324 milhões) em Marc Cucurella e fechou acordos envolvendo bônus de assinatura para contratar Bernardo Silva e Ibrahima Konaté. Somadas, as operações representam cerca de 75 milhões de euros em novos gastos para áreas que, há pouco tempo, eram consideradas resolvidas pelo clube.
Vai e vem, rumores e transferências do Real Madrid na janela
Um mercado do Real Madrid que não saiu como esperado
Na última janela, o Real Madrid apostou alto em quatro contratações consideradas estratégicas: Álvaro Carreras, Dean Huijsen, Trent Alexander-Arnold e Franco Mastantuono. O plano era fortalecer a lateral esquerda, a zaga, o lado direito e aumentar as opções ofensivas. No papel, o investimento de cerca de 170 milhões de euros parecia uma resposta para problemas que o elenco vinha apresentando.
Na prática, porém, o rendimento dos reforços ficou abaixo da expectativa. Nenhum dos quatro conseguiu se transformar em peça indispensável da equipe, e todos acabaram ficando fora da Copa do Mundo por suas seleções.
Carreras perdeu espaço na reta final da temporada e viu a concorrência aumentar com Ferland Mendy e Fran García. Com a contratação de Cucurella, o espanhol passa a ter mais uma disputa pela posição.
Já Mastantuono não conseguiu se firmar na rotação do elenco. O argentino chegou cercado de expectativa, mas teve pouca participação e passou a ser avaliado internamente como um jogador que poderia ser emprestado para ganhar minutos. A decisão final ficará nas mãos de José Mourinho.
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Defesa e lateral-direita ganham novos concorrentes
A situação de Dean Huijsen também chamou atenção. O zagueiro começou bem sua passagem pelo clube, mas caiu de rendimento em uma fase importante da temporada. Com a chegada de Konaté, o Real Madrid aumenta a disputa pela posição e reforça um setor que ainda pode receber mais um nome. Apesar disso, a prioridade neste momento é encontrar destinos para jogadores que não fazem parte dos planos.
Na lateral direita, o cenário é parecido. Trent Alexander-Arnold chegou ao Santiago Bernabéu como uma das grandes contratações da temporada, mas não conseguiu apresentar a regularidade esperada. A contratação de Dumfries surge como uma forma de aumentar a competição pela vaga deixada pela saída de Dani Carvajal.
Alto investimento em contratações na janela para corrigir escolhas
Com as novas movimentações, o Real Madrid terá destinado cerca de 245 milhões de euros em duas janelas de transferências para reforçar praticamente os mesmos setores do elenco. A exceção é Bernardo Silva, que possui características mais versáteis e não ocupa exatamente o mesmo papel de Mastantuono. Ainda assim, o cenário mostra uma tentativa rápida da diretoria de corrigir decisões que não funcionaram como planejado.
Mais do que uma simples reformulação, o mercado recente do Real Madrid evidencia o custo de uma mudança de rota. O clube segue apostando em um elenco competitivo, mas precisou voltar ao mercado pouco tempo depois para ajustar peças que, inicialmente, eram vistas como soluções de longo prazo.