Espanha

Raúl Madrid

Raúl González Blanco se confunde com o Real Madrid. O camisa 7 se tornou uma propriedade do clube, algo muito maior do que meramente um jogador de futebol. Sua ligação ultrapassa a barreira da realidade, beira o conto de fadas. Alguém que tem no nome o apelido do time e cujo nome permite brincadeiras como as do título desta coluna.

É desnecessário escrever mais linhas para descrever a importância deste atleta de 31 anos para o Real. Há 15 anos ele encanta os sempre complicados e chatos torcedores do Santiago Bernabéu. Já viveu momentos de turra também, mas na maior parte do tempo sempre foi reverenciado como um deus por eles. E Raúl sabe disso. Ele sabe da sua importância para o clube.

Tudo isso para ressaltar, mais uma vez, assim como já foi feito em outras colunas, a diferença que Raúl faz para o time – apesar de a imprensa brasileira, apegada demais aos “brazucas”, não dar o valor devido. Nesta temporada ele tem sido impecável, matador, decisivo. O segundo turno do Campeonato Espanhol deste ano é um dos melhores de todos os tempos, com uma caçada cinematográfica do Real ao Barcelona. Uma luta de gigantes, com falhas mínimas, que podem ser decisivas.

Com a goleada sobre o Sevilla por 4 a 2 no Ramón Sánchez Pizjuán no final de semana e o empate do Barça com o Valencia em 2 a 2 no Mestalla, a vantagem culé na liderança diminuiu para quatro pontos. Míseros quatro pontos que há alguns meses eram 12 (se não me engano), e na semana que vem podem virar um com o grande clássico entre os rivais históricos, na capital espanhola.

Raúl marcou três vezes no domingo. E foi apenas o terceiro hat-trick da carreira do artilheiro na Liga. O Sevilla, por sinal, é uma das vítimas preferidas do camisa 7: ele já marcou 12 vezes na equipe andaluz. Mais que isso sofreram apenas Espanyol, Valladolid e Racing de Santander.

Com Juande Ramos, o Real cresceu no momento decisivo da competição e isso baseia-se muito em Raúl. O treinador deu confiança ao capitão blanco, que tem jogado sem preocupação e totalmente livre no ataque. Muito bem fornecido por Higuaín e Marcelo, ele tem correspondido à confiança com muitos gols (já foram 18) e belíssimas atuações.

Além disso, por não ser mais convocado para a seleção espanhola e pelo Real ter sido precocemente eliminado em outras competições, o desgaste do número de jogos tem sido pequeno para o veterano. Isso, sem dúvida, resulta em um jogador mais inteiro neste final de época.

No próximo sábado, às 15h, Real Madrid e Barcelona entrarão no gramado do Santiago Bernabéu para decidir o Campeonato Espanhol. Depois, ainda faltarão quatro rodadas para o término oficial, mas o vencedor desse confronto ficará com a taça.

Se o Real vencer, diminuirá a diferença na tabela para apenas um ponto. Os Merengues estão super motivados e tem como única preocupação o sonho pelo tricampeonato espanhol. Já o Barça ainda tem que se preocupar com a final da Copa do Rei (13/mai), contra o Athletic Bilbao, e as semifinais da Liga dos Campeões (nesta terça e na próxima quarta), diante do Chelsea.

Porém, se os catalães arrancarem ao menos um empate, a motivação blanca sofrerá um duro baque.

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Equipe Trivela

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