Espanha

Raúl, em ótima entrevista: “Não dão um curso que ensine o jogador a ter muito dinheiro”

Como ídolo e capitão do Real Madrid, um dos clubes mais ricos do mundo, Raúl ganhou muito dinheiro na sua carreira como jogador de futebol, mas alega que prefere as coisas simples da vida, como ir ao cinema e tomar uma cerveja com os amigos. Na sua opinião, em uma entrevista muito franca à revista Vanity Fair, o excessivo número de cifrões no pagamento ao fim do mês mexe com a cabeça dos jovens.

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“As crianças estão ali, observando tudo, repetem os gestos dos jogadores”, afirma o agora aposentado ex-atacante. “Mas, também, às vezes nós somos crianças. Há crianças de 20 anos, de 25. Não dão um curso que ensine o jogador a ter muito dinheiro, a poder comprar o que quiser, a ser elogiado por todo mundo”.

Raúl, aposentado depois de defender o New York Cosmos, dos EUA, mora em Manhattan com a família, os cinco filhos e prefere o metrô ao carro. Como prefere uma vida simples às extravagâncias que o seu dinheiro poderia comprar.

“Não é uma cidade pensada para cinco crianças, não se veem famílias assim pelas ruas”, lamenta. “Mas tivemos sorte porque eles vão a um colégio católico que está a doze blocos andando. No fim de semana, vamos ao Central Park andar de bicicleta ou correr”.

Mamem Sanz, mulher de Raúl, relata que o ex-jogador não pressiona os filhos a seguirem os seus passos. Muito pelo contrário. “O pai deles colocou a barra tão alta que não seria fácil para eles”, diz. “Explicou que é o sonho de milhões de crianças, que é uma questão de probabilidade que consigam e que é uma possibilidade longínqua. O importante é que se concentrem nos estudos. Não podem parar nunca com a educação”.

E Raúl dá o exemplo. Está sem planos definidos para o futuro. Quer pensar sobre o dia de amanhã com calma. “Tenho um projeto de formação, aprender o que rodeia o futebol: direção esportiva, negócios”, afirma. “É um período para fazer coisas sem nenhuma pressão para decidir o que eu gosto e, em alguns anos, voltar a Madrid”.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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