Espanha

Rashford no Barcelona: O que atacante inglês pode oferecer ao campeão espanhol

Em má fase, atacante ex-Manchester United busca retomar carreira

A chegada de Marcus Rashford ao Barcelona é uma transferência das mais surpreendentes da atual janela de transferências. Em baixa na Inglaterra, o inglês dá um salto na carreira em um momento delicado de sua trajetória.

Para o Barcelona, trata-se de uma oportunidade empolgante de contar com um atacante experiente, versátil e com capacidade de voltar ao alto nível. Já para Rashford, a mudança pode representar uma reviravolta crucial na carreira, longe da pressão constante da mídia inglesa.

Redescobrindo o melhor de Rashford

A transferência de Rashford para o Barcelona gerou críticas, com muitos questionando se o inglês realmente merecia tal oportunidade. No entanto, o atacante já demonstrou em diversos momentos que tem potencial para figurar entre os melhores do mundo.

Entre as temporadas 2019-20 e 2022-23, Rashford somou mais de 30 participações diretas em gols em três de quatro anos: 22 gols e 8 assistências em 2019-20, 21 gols e 12 assistências em 2020-21, além de 30 gols e nove assistências em 2022-23. Seu pior desempenho foi em 2021-22, com apenas cinco gols e duas assistências.

Nas duas últimas temporadas, embora não tenha repetido os mesmos números, Rashford ainda manteve um desempenho respeitável: 13 participações em gols em 2023-24 e 19 em 2024-25 — sendo 11 gols e oito assistências. Isso representa apenas seis participações a menos que Bukayo Saka (com quatro jogos a mais que o astro do Arsenal), e quatro a mais que Anthony Gordon (em uma partida a menos que o ponta do Newcastle).

Mesmo abaixo de seu auge, Rashford ainda demonstra o potencial de “classe mundial” que carrega. A expectativa é que, ao se afastar dos holofotes ingleses e iniciar uma nova etapa na Espanha, ele possa retomar os números expressivos, voltando a atingir pelo menos 30 participações em gol por temporada.

Rashford celebra gol pelo Aston Villa
Rashford celebra gol pelo Aston Villa (Foto: Imago)

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Nova opção pela esquerda

Rashford sempre atuou majoritariamente como ponta esquerda, tanto no Manchester United quanto no Aston Villa, onde passou por empréstimo no último semestre. No Barça, ele oferece um perfil inédito para o setor.

Raphinha teve uma temporada espetacular em 2024-25, com 34 gols e 22 assistências em 57 jogos — desempenho que o coloca entre os favoritos à Bola de Ouro. Canhoto, o brasileiro tem perfil diferente do inglês e apresenta uma nova opção à estratégia de jogo de Flick.

Ambos compartilham da velocidade e da agressividade nos dribles, mas o inglês prefere encarar o marcador antes de avançar para cruzar ou cortar para o meio e finalizar com a perna direita.

A possibilidade de alternar entre esses dois estilos pela esquerda pode aliviar a carga física sobre Raphinha e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório ofensivo de Hansi Flick, dificultando a vida das defesas adversárias.

Casado e Raphinha no Barcelona
Casado e Raphinha no Barcelona (Foto: Imago)

Um novo perigo no comando de ataque

Além de atuar pela esquerda, Rashford também já foi utilizado diversas vezes como centroavante — posição que, segundo ele próprio, é uma de suas preferidas — e pode ser uma alternativa interessante na função no esquema de Flick.

Robert Lewandowski, um dos grandes nomes do futebol moderno, teve sua melhor temporada individual pelo Barça em 2024-25, com 42 gols e três assistências em 52 partidas. No entanto, aos 36 anos, o polonês já não tem a mesma explosão física, e Rashford — mais jovem e dinâmico — pode funcionar como opção de rotação.

É verdade que Rashford não é tão letal na finalização quanto Lewandowski e tem dificuldades no jogo de costas ou no apoio ao meio-campo. No entanto, sua velocidade pode oferecer uma abordagem ofensiva completamente diferente ao Barça.

Com sua capacidade de atacar os espaços, Rashford pode abrir caminho para talentos como Lamine Yamal, Dani Olmo, Pedri e Raphinha, além de obrigar os adversários a repensarem o quanto pressionam alto no campo, temendo os contra-ataques puxados pelo inglês.

Hansi Flick, treinador do Barcelona
Hansi Flick, treinador do Barcelona (Foto: Imago)

Esse texto foi originalmente publicado no “Sports Mole”, parceiro da Trivela na Inglaterra

Foto de Axel Clody

Axel ClodyColaborador

Axel acompanha de perto todas as principais histórias do mundo do futebol, embora mantenha um carinho especial pelos clubes do norte da França — do Lens ao Lille, passando por Dunkerque — desde que se mudou da região

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