Espanha

‘Todos os brasileiros de LaLiga são de alto nível, mas Raphinha está no topo’

Vice-artilheiro e líder em criação de grandes chances, o brasileiro é um dos destaques do Barcelona em LaLiga

Raphinha está vivendo a temporada dos sonhos no Barcelona. Depois de um primeiro ano difícil na Catalunha, enfrentando lesões e sem muitas oportunidades dadas pelo ex-técnico Xavi, agora o brasileiro é considerado peça essencial no time do atual comandante Hansi Flick.

Apesar de o rival Real Madrid ter um elenco estrelado e cheio de compatriotas, há quem diga que os catalães é que tiraram a sorte grande. É o caso do zagueiro Matija Nastasic, do Leganés, que enfrenta o Barcelona neste domingo (15), pela 17ª rodada de LaLiga.

Em resposta à Trivela durante sessão de imprensa concedida antes da partida, o sérvio comentou sobre a qualidade dos brasileiros que atuam na Espanha, pontuando que é difícil dizer quem é o melhor.

— Tivemos a oportunidade de jogar contra muitos brasileiros aqui em LaLiga. Tenho que dizer que todos eles são de alto nível, é muito difícil dizer quem é melhor que o outro.

Matija Nastasic em ação pelo Leganés
Matija Nastasic em ação pelo Leganés (Foto: IMAGO/Alterphotos)

Ainda assim, Raphinha se sobressai. Na visão do defensor, o brasileiro é um dos responsáveis pelo bom momento do Barcelona na temporada. Além de estar na liderança da tabela do Campeonato Espanhol, com 36 pontos (dois a mais que o Real, em segundo lugar), a equipe ocupa a segunda posição na fase de liga da Champions League, com uma campanha de cinco vitórias e apenas uma derrota.

Raphinha, por sua vez, é o vice-artilheiro do Barça em LaLiga (11 gols), ficando atrás apenas de Robert Lewandovski, e perde só para Lamine Yamal nas assistências (6). O brasileiro é líder em grandes chances criadas (17) e em passes decisivos por partida (3,2), segundo a plataforma de estatísticas “Sofascore”

— Todos nós sabemos, com o momento atual do Barcelona, ​​o quão importante o Raphinha é para o time, ​​como ele está jogando. Então, digamos que talvez neste momento, Raphinha esteja no mais alto nível. Temos que ter muito cuidado com ele.

Brasileiro favorito de Nastasic foi campeão pela seleção brasileira

Atualmente com 31 anos, Nastasic passou por ligas diferentes ao longo de sua carreira, tendo encontrado alguns brasileiros por onde passou. Questionado sobre qual deles chamou mais sua atenção nessa jornada, o sérvio não demorou muito para responder o nome de Naldo.

Nastasic e Naldo em partida pelo Schalke na Bundesliga 2017/18
Nastasic e Naldo em partida pelo Schalke na Bundesliga 2017/18 (Foto: IMAGO/Philipp Szyza)

Os dois dividiram vestiário no Schalke 04, entre 2016 e 2019, além de terem se enfrentado no último ano do brasileiro no Wolfsburg, em 2015. Além de considerá-lo um grande zagueiro, Nastasic elogiou Naldo no âmbito pessoal, pontuando que passaram bastante tempo juntos.

— Para mim, ele foi um zagueiro incrível. Como pessoa, ele era muito gente boa e passei muito tempo com ele, então posso dizer que é o Naldo (o melhor brasileiro com quem já joguei).

Depois de apenas um ano no Juventude, Naldo foi para a Alemanha em 2005, onde fez quase toda a sua carreira. Além das passagens por Werder Bremen, Wolfsburg, Schalke 04 e, depois, Monaco, na França, o zagueiro ainda se sagrou vencedor da Copa América de 2007 com a seleção brasileira. Aposentando desde 2020, hoje ele atua como agente de jogadores.

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Barcelona x Leganés

A situação do Leganés é diferente da dos catalães. Recém-promovido da segunda divisão espanhola, o time de Nastasic luta para fugir do rebaixamento. Atualmente, ocupa a 17ª posição da tabela, com 15 pontos. E o zagueiro sabe como é desafiador enfrentar os líderes da competição nessa situação.

— O estilo de jogo do Barcelona é bem ofensivo e agressivo, todos os jogadores são muito muito perigosos. O único jeito de pará-los é jogar com perfeição como time e diminuir os erros porque eles podem te punir a qualquer momento.

Foto de Maria Tereza Santos

Maria Tereza SantosSubcoordenadora de conteúdo

Me formei em Jornalismo pela PUC-SP em 2020. Antes de escrever para a Trivela, fui editora na ESPN e PL Brasil e repórter na Veja Saúde, Folha de S.Paulo e Superesportes.

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