Prestes a comemorar 1.000 jogos, Reina quer virar técnico e gostaria de ser como Gattuso
O veterano de 40 anos receberá uma homenagem do Villarreal nesta quarta-feira, quando atingir a marca milenar de partidas oficiais - contando o time B do Barcelona e base da Espanha
Pepe Reina, 40, provavelmente será um dos jogadores mais veteranos de La Liga na próxima temporada, caso concretize o seu plano de continuar defendendo o Villarreal. Evidentemente, também está de olho na sua próxima carreira, tentando entender os métodos de treinamento com mais profundidade, e espera se tornar um técnico com a abordagem humana de Gennaro Gattuso.
Com a saída de Géronimo Rulli para o Ajax em janeiro, Reina ganhou a chance de terminar o Campeonato Espanhol como titular do Submarino Amarelo. Contra o Cádiz, fará o seu 1000º jogo oficial, de acordo com uma conta que leva em consideração partidas pelo time B do Barcelona e pelas categorias de base da seleção espanhola. De qualquer maneira, será homenageado pelo Villarreal diante dos seus torcedores no Estádio de la Cerâmica nesta quarta-feira.
Para chegar aos 999 jogos, Reina defendeu Barcelona B (41), Barcelona (49), Villarreal (177), Liverpool (394), Napoli (182), Bayern de Munique (3), Milan (13), Aston Villa (12), Lazio (54) e seleção espanhola (74), em várias categorias. “Fico contente, muito contente. São dados e números, mas fico muito empolgado. Parecia quase impossível superar a barreira dos 1.000 jogos”, disse, em entrevista ao Marca, antes de confirmar que não esperava jogar tanto nesta temporada.
Reina retornou ao Villarreal, clube em que despontou no começo do século antes de se transferir para o Liverpool, após duas temporadas pela Lazio. Teve uma boa passagem pelo Napoli, alternada por momentos como reserva de Bayern de Munique e Milan, além de alguns meses no Aston Villa. “Em um primeiro momento, não era o plano, não era lógico. Eu vim sabendo perfeitamente quais são os papéis e vim apenas para ajudar. Acredito que nunca vou agradecer o bastante o Villarreal para expressar o quanto esta aposentadoria, quando vier, significará em minha carreira e que seja no Villarreal”, afirmou.
E quando será essa aposentadoria? Reina tem contrato até o fim da temporada e, segundo ele, um acordo verbal para continuar. Acredita que é melhor ver ano a ano como está se sentindo, sem passar uma data definitiva. “Temos muita sintonia e respeito mútuo. Acho que vamos acabar acertando. Não tenho dúvidas de que será assim e espero poder continuar por mais um ano no Villarreal. A fome continua grande. Vou me exigir mais tendo um ano de contrato do que dois, e é isso que busco nesses momentos: continuar com borboletas no estômago. Saborear os últimos momentos ou meses da carreira fazem com que fique em um nível superior”, explicou.
Reina deixou claro o desejo de ser treinador. Está tentando se preparar e aprender com os melhores e, sem definir uma única influência, espera filtrar o melhor de todos os muitos treinadores com os quais trabalhou. Mas tem um especificamente em mente. “Chegará o momento em que analisarei todos que tive a sorte de ter e farei uma espécie de esquema do que tirarei de cada um. O melhor e o pior de cada um: analisar, descartar, triturar e ficar com o melhor. Essa é um pouco da filosofia que gostaria de ter. Sempre com uma base sólida do que entendo como futebol”, disse.
“Adoraria ter a empatia e abordar o jogador como Gattuso fazia em nível humano. Esse foi meu número um”, disse Reina, que trabalhou com o ex-volante italiano no Milan.



