Espanha

Por que o Real Madrid não renovou com Modric, que queria ter ficado

Clube aposta em renovação definitiva no meio-campo e encerra passagem histórica do croata com decisão estratégica

A despedida de Luka Modric do Real Madrid, marcada para este sábado (24), no Santiago Bernabéu, será mais do que uma homenagem a um dos maiores meio-campistas da história do clube. Será também o encerramento formal de uma era, guiado por uma decisão estratégica da diretoria merengue: não renovar o contrato do veterano croata.

Embora parte da torcida e alguns setores internos do clube defendessem sua permanência por pelo menos mais uma temporada, o jornal espanhol AS” revelou que a decisão já estava amadurecida nos bastidores. O clube considera que o momento da transição definitiva chegou — e essa nova etapa será construída sem Modric.

Os motivos para o Real Madrid seguir sem Modric

A prioridade em Madri agora é o futuro. Com Federico Valverde, Jude Bellingham, Aurélien Tchouaméni e Eduardo Camavinga já estabelecidos, o clube aposta também no crescimento de Arda Güler e Nico Paz, jovens talentos vistos como peças fundamentais para os próximos anos.

Modric ainda é importante para o Real Madrid Foto: (Imago)
Modric em ação no Real Madrid (Foto: Imago)

Além disso, a diretoria trabalha na chegada de um reforço de peso para o meio-campo na próxima janela de transferências, com o objetivo de montar um novo núcleo duradouro, como foi aquele formado por Modric, Kroos e Casemiro, que marcou época.

Segundo o “AS”, a lógica é clara: manter Modric no elenco, mesmo em um papel reduzido, poderia atrasar o desenvolvimento dessa nova geração. Ainda que o croata estivesse disposto a aceitar menos minutos e atuar como mentor, a direção optou por romper completamente com o ciclo anterior, abrindo espaço total para a renovação.

Modric queria ficar, mas entendeu a mensagem

De acordo com o jornal espanhol, o camisa 10 estava pronto para se adaptar ao novo contexto. Ele aceitaria um papel menor e se mostrava comprometido em apoiar os mais jovens.

Houve diálogo com a diretoria, mas nenhuma resposta definitiva chegou por semanas. Com a proximidade do fim da temporada, o meia pediu clareza para se preparar adequadamente para sua despedida, e ela veio nesta quinta-feira (22).

Com a elegância que o caracterizou ao longo da carreira, Modric aceitou a decisão com serenidade. Trata-se de uma escolha lógica no campo esportivo, mas carregada de simbolismo para o clube e para uma geração de torcedores.

No sábado, contra a Real Sociedad, o Santiago Bernabéu vai se despedir de um ídolo absoluto. Foram 13 anos de serviços prestados, cinco títulos de Champions League, troféus nacionais e internacionais, uma Bola de Ouro e, acima de tudo, uma liderança e classe em campo que marcaram o Real Madrid de uma era dourada.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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