EspanhaLa Liga

Os gols de Neymar e Messi no clássico mostraram o melhor do jogo coletivo do Barça

O Barcelona dava impressão de goleada no clássico contra o Espanyol. Os blaugranas fizeram um ótimo primeiro tempo no Estádio Cornellà El-Prat e só não abriram uma grande vantagem porque o goleiro Kiko Casilla estava pegando demais. No entanto, o goleiro não pôde fazer nada em duas grandes jogadas coletivas do Barça, que culminaram na vitória por 2 a 0. Resultado essencial para que o time se mantenha à frente do Real Madrid na liderança do Espanhol e abra momentaneamente  cinco pontos de vantagem, ao menos até os merengues visitarem o Celta neste domingo.

Sinal do grande momento que vive, o Barcelona marcou os dois primeiros gols jogando por música. Quando Casilla já se sobressaía, Neymar abriu o placar aos 17 minutos, após presente de Jordi Alba. Mas a jogada não seria possível sem o lançamento magistral de Messi para iniciar a jogada, nem o corta-luz de Luis Suárez dentro da área. Oito minutos depois, o segundo. Suárez tabelou com Iniesta e achou um espaço nas costas da zaga do Espanyol – impedido, é verdade. O uruguaio cruzou e Messi, quase sem ângulo, marcou. Luisito, em especial, estava inspirado nas jogadas de primeira e transições em velocidade.

O problema é que o Barcelona caiu de nível no segundo tempo. Acabou prejudicado pela expulsão de Jordi Alba, que recebeu o segundo cartão amarelo. E, sem ameaçar da mesma maneira, viu Claudio Bravo se tornar protagonista. O goleiro blaugrana realizou boas intervenções para evitar que o Espanyol diminuísse, enquanto os donos da casa pressionavam bastante. Nada suficiente para mudar o placar.

Restando mais cinco rodadas para o fim do campeonato, o Barcelona reafirma o seu favoritismo ao título. Especialmente pela maneira como venceu o clássico: impondo o jogo no seu ritmo quando teve 11 em campo, sem sequer ser ameaçado. Deve ser assim até o final da campanha, quando o único duelo realmente preocupante é a visita ao Atlético de Madrid no Vicente Calderón. Com o Real Madrid tão próximo, os catalães não podem se dar ao luxo de derrapar. Mas a taça parece cada vez mais em suas mãos.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo