Espanha

Os coadjuvantes do feito

Toco y me voy

Daniel Alves pode não ter feito sua melhor temporada no Camp Nou, mas foi o companheiro mais fiel a Messi. O lateral direito contribuiu diretamente para 11 gols do argentino. Logo na sequência, aparecem Iniesta, Fàbregas e Pedro, com seis assistências cada. Cérebro do Barça, Xavi foi o garçom somente três vezes – entretanto, em uma delas, os culés marcaram um dos mais belos gols em jogadas coletivas, o primeiro contra o Santos, na final do Mundial.

Outra característica significativa de Messi é sua verticalidade em campo. Em 17 tentos, o camisa 10 tocou para um companheiro e já se projetou em velocidade, em direção ao gol, esperando o passe de volta – em lance que, invariavelmente, acabava nas redes.

Os garçons de Messi
11 assistências – Daniel Alves
6 assistências – Andrés Iniesta, Pedro e Cesc Fàbregas
5 assistências – Adriano
3 assistências – Xavi, Thiago Alcântara e Alexis Sánchez
2 assistências – Gerard Piqué e Sergio Agüero
1 assistência – David Villa, Seydou Keita, Sergio Busquets, Isaac Cuenca e Gonzalo Higuaín

O aconchego de casa

A torcida do Barcelona também pode se considerar, em partes, responsável pelo recorde de Messi. O aproveitamento do atacante dentro do Camp Nou chega a ser ainda mais impressionante. São 47 gols, empurrando a média para inacreditáveis 1,62 tentos por jogo. Além disso, sua taxa de conversão também sobe, com 24,1% de seus chutes acabando nas redes. De qualquer forma, as médias como visitante e em campo neutro não são tão baixas assim.

Mando de campo
Como mandante: 47 gols / 29 jogos
Como visitante: 27 gols / 32 jogos
Campo neutro: 4 gols / 6 jogos

Sofreu só um gol de Messi? Deu sorte

A fase foi tão prodigiosa que poucos foram os arqueiros encararam o camisa 10 frente a frente e saíram com prejuízo baixo. Dos 29 goleiros vazados por Messi, quatro sofreram apenas um gol do argentino – mesma quantidade daqueles que levaram quatro tentos do argentino ao longo da temporada. O mais comum é que Messi garantisse ao menos um hat-trick contra seus desafiantes: 12 goleiros precisaram ir buscar a bola três vezes no fundo das redes.

No entanto, ninguém supera Bernd Leno, a maior vítima de Messi, que foi fuzilado seis vezes servindo o Bayer Leverkusen. O Málaga também tomou seis tentos do artilheiro, mas usou goleiros diferentes nos dois confrontos. Já Claudio Bravo é o único que pode ter a honra de dizer que viu o atacante superá-lo vestindo blaugrana e albiceleste.

As maiores vítimas
6 gols – Bernd Leno (Bayer Leverkusen)
4 gols – Thibaut Courtois (Atlético de Madrid), Dudu Aouate (Mallorca), Diego Alves (Valencia), Cristian Álvarez (Espanyol)
3 gols – Iker Casillas (Real Madrid), Andrés Fernández (Osasuna), Gorka Iraizoz (Athletic Bilbao), Roman Pavlik (Viktoria Plzen), Christian Abbiati (Milan), Gustavo Munúa (Levante), Carlos Kameni (Málaga), Willy Caballero (Málaga), Julio César (Granada), David Cobeño (Rayo Vallecano), Roberto Jiménez (Zaragoza), Diego Benaglio (Suíça)
2 gols – Claudio Bravo (Real Sociedad / Chile), Diego López (Villarreal), Toño (Racing), Aleksandr Gutor (BATE), Asier Riesgo (Osasuna), Rafael (Santos), Rubén Casto (Betis), Mario (Racing)
1 gol – Helton (Porto), Andrés Palop (Sevilla), Miguel Moyá (Getafe), David Ospina (Colômbia)

Os melhores desafiantes

Poucos foram aqueles capazes de passar 90 minutos incólumes. Oito goleiros Messi conseguiram enfrentar Messi na temporada sem sofrer gols. O único capaz do feito de acumular duas partidas, contudo, foi Petr Cech. Além disso, outros dez arqueiros acumularam uma partida invicta, embora tenham levado gols em outras ocasiões. Nesta categoria, ninguém foi melhor que Iker Casillas, que viu o argentino balançar as redes três vezes na Supercopa da Espanha, mas conseguiu pará-lo nos quatro confrontos seguintes.

Goleiros invictos
4 jogos – Iker Casillas (Real Madrid)
2 jogos – Petr Cech (Chelsea), Diego Alves (Valencia), Christian Abbiati
1 jogo – Vicente Guaita (Valencia), Juan Pablo (Sporting), Javi Varas (Sevilla), Roberto Fernández (Granada), Marek Cech (Viktoria Plzen), Mohamed Saqr (Al Sadd), Renny Vega (Venezuela), Carlos Arias (Bolívia), Asier Riesgo (Osasuna), Andrés Fernández (Osasuna), Diego López (Villarreal), Claudio Bravo (Real Sociedad), Rubén Casto (Betis), Miguel Moyá (Getafe), Cristian Álvarez (Espanyol), Rafael Romo (Venezuela), Dele Aiyenugba (Nigéria)

Cones pelo caminho

Se o drible é uma das maiores qualidades de Messi, natural que o argentino abusasse do recurso para se aproximar dos gols. Nada menos que 29 adversários ficaram pelo caminho no encontro com o camisa 10 até às redes. Os obstáculos favoritos foram Demichelis e Mathijsen que, em dois gols contra o Málaga, foram passados pelo atacante. Em sete oportunidades, o argentino driblou o goleiro antes de tocar para a meta vazia. E suas melhores sequências aconteceram contra Atlético de Madrid e Racing, em lances nos quais três rivais ficaram para trás.

Os marcadores driblados
2 vezes – Demichelis (Málaga), Mathijsen (Málaga)
1 vez – Pepe (Real Madrid), Sami Khedira (Real Madrid), Helton (Porto), Diego López (Villarreal), Roversio (Osasuna), Jukka Raitala (Osasuna), José Antonio Reyes (Atlético de Madrid), Gabi (Atlético de Madrid), Antonio López (Atlético de Madrid), Luis Perea (Atlético de Madrid), Miranda (Atlético de Madrid), Toño (Racing), Bernardo Espinosa (Racing), Cristian Fernández (Racing), Aleksandr Pavlik (Viktoria Plzen), Maurizio Lanzaro (Zaragoza), Javi Fuego (Rayo Vallecano), Rafael (Santos), Michal Kadlec (Bayer Leverkusen), Lars Bender (Bayer Leverkusen), Emir Spahic (Sevilla), Júlio César (Granada), Paulo da Silva (Zaragoza), Carlos Kameni (Málaga), Phillip Senderos (Suíça)

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo