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O que Diego Costa pensou antes de se decidir pela Espanha?

Diego Costa finalmente escolheu a seleção que quer defender. Após meses de deliberações, ponderações, dúvidas e incertezas, decidiu-se pela seleção espanhola, mas como foi esse processo?

O que passou pela cabeça do jogador do Atlético de Madrid, cortejado por Brasil e Espanha? Temos algumas ideias:

– Como é que funciona esse troço de RSVP?

– Não sei se tenho desenvoltura para comemorar gols acompanhando a coreografia das dancinhas do Neymar.

– Por outro lado, abraçar o Puyol depois de marcar um gol deve ser muito tenso. Vai que ele volta a ser convocado.

– Será que eu não tenho um tio-avô alemão ou uma bisavó italiana? E se eu casar com uma argentina?

– Prometo me decidir assim que o Náutico sair da zona de rebaixamento.

– Já falei mil vezes, Felipão: begônias e bombons de licor. Não me venha com margaridas e chocolates com passas, por favor. Odeio passas.

– Optando pela cidadania espanhola, eu poderia causar mais impacto social, ajudando instantaneamente a diminuir as altas taxas de desemprego do país.

– Preciso lembrar de mandar um presente para o Falcao Garcia. Com ele aqui por perto, nada disso estaria acontecendo.

– Esta decisão pesará muito na opinião que as pessoas terão de mim no futuro, quando alguém pensar em escrever a minha biografia não autorizada.

– Não entendo tanta comoção popular quanto a este assunto. Não é como se eu tivesse sido o responsável pela separação de Grazi Massafera e Cauã Reymond.

– Meu medo não é a concorrência do Fred, mas sim ter de dividir um quarto com ele durante um regime de concentração.

– Com o aumento desenfreado de seleções na Copa do Mundo proposto por Blatter e Platini, por quantas delas eu vou poder jogar em 2018?

– Tem torcedor brasileiro que acha que eu sou um beagle indefeso, precisando ser resgatado a qualquer custo. Menos, gente.

– Se eu disser que Vettel e Schumacher podem ter sido melhores que o Senna, ainda vão me querer na seleção brasileira?

– O que Eike Batista NÃO faria?

– Se o Messi não tivesse se destacado tão cedo, também teria direito à cidadania espanhola e aqui ninguém encheria o saco dele por não cantar o hino, que nem letra tem.

– Vou seguir os passos do meu parceiro Miranda: continuarei em grande fase, mas sem jogar pela seleção brasileira.

– O Marin vai recorrer para me proibir de jogar pela Espanha? Vai contratar o advogado do Betim ou o do Mogi Mirim?

– Fala sério: você escolheria mesmo a seleção brasileira depois de ter sido preterido em favor de alguém que bate um pênalti decisivo daquele jeito?

– Para de conversar com o Felipinho e vê se presta mais atenção no serviço, Felipão.

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Ricardo Henriques

Jornalista agnóstico formado pela Universidade Católica de Pernambuco, Ricardo Henriques nasceu, foi criado e se deteriorou no Recife, cidade com a qual vive uma relação de amor (mentira) e ódio. Não seguiu adiante com seus sonhos de ser repórter esportivo, nem deu continuidade à carreira como centroavante trombador e oportunista nas areias de Boa Viagem, mas encontrou no Twitter a plataforma ideal para palpitar sobre todos os assuntos onde não foi chamado. Viciado em esportes, cinema, seriados de TV e escolas de samba, tem mania de fazer listas que só interessam a si próprio, chegando ao ponto de eleger suas musas como se selecionasse o onze inicial de um time de futebol. Esse blog não trará informações quentes de bastidores, análises táticas abalizadas ou reflexões ponderadas. O que talvez, por consequência, não traga leitores. No cardápio: ranzinzices bem humoradas, cornetadas debochadas e fartas doses de cretinice e cultura pop, temperando o que há de mais ridículo e pernóstico no mundo do futebol. PS: ele tirará uma onda com o seu time ou os seus ídolos, mais cedo ou mais tarde. Não vai adiantar você fazer careta e espernear que nem o Mourinho faz quando é contrariado. Contato: [email protected]

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