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“O Málaga não está a venda”, garante dirigente

Vice-presidente executivo do Málaga, Moayad Shahat garantiu que o clube não será colocado à venda. Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira, o dirigente esclareceu os problemas financeiros vividos recentemente pelos boquerones Além disso, o jordaniano confirmou as insatisfações do Sheikh Al-Thani, dono do time, embora não tenha sido específico sobre a questão.

“Sheikh Al-Thani estava descontente e não vou dar as razões, mas segue apostando no clube. Creio que investimos muito dinheiro neste projeto e vamos continuar nele. Queremos fazê-lo de forma correta. Equilibramos a situação dos pagamentos e estamos sanando as dívidas. O clube não está a venda”, afirmou.

Dono do Málaga desde junho de 2010, o Sheikh Al-Thani gastou cerca de € 85 milhões em reforços em seus dois primeiros anos à frente do clube. Já na última janela de transferências, o clube optou por vender 12 jogadores, entre eles alguns de seus principais destaques. Além disso, também foi ameaçado de punição pela Liga de Futebol Profissional (LPF), entidade que organiza o Campeonato Espanhol, pelo não pagamento de valores devidos a atletas. O Málaga está garantido na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Shahat assegurou que está buscando soluções para equilibrar as contas: “Decidimos aplicar uma nova estratégia. Vamos investir e faremos isso em breve. Temos que fazer tudo de maneira correta para não desestabilizar as finanças do clube. Vim para buscar soluções e orientar as melhores estratégias. Não há solução concreta, estamos estudando as possibilidades”.

Por fim, o dirigente apontou para suspeitas de irregularidades na administração dos boquerones: “O mal-estar do Sheikh não tem ligação com a gestão dos fundos do Málaga. É difícil explicar, não posso falar de irregularidades. Em todas as empresas acontecem situações e é difícil encontrar. Não tenho provas de que roubaram o clube. Nem ao menos suspeitas”.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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