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O caos do Valencia teve mais um capítulo: o pedido de demissão de Prandelli

Seis pontos em três meses. Foi o desempenho do técnico Cesare Prandelli no comando do Valencia. Apesar disso, quem pediu para sair foi ele, não o clube. Ele deu um ultimato à diretoria pedindo a contratação de reforços, negados pela situação financeira do clube. O italiano, então, pediu demissão, em um ato que surpreendeu.

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Para um time que sonhava com o alto da tabela, brigando por uma das vagas à Champions League, estar em 17º lugar, seriamente ameaçado pelo rebaixamento, é terrível. Para melhorar a situação, Prandelli queria contratar jogadores em janeiro.

A principal razão é mesmo o relacionamento ruim do técnico com o diretor de futebol, Suso Jesus Garcia Pitarch. Claro, por causa da política de transferências. E a diretoria do Valencia criticou duramente o técnico pela sua atitude.

“Prandelli desistiu do Valencia e estava buscando uma desculpa para ir embora”, declarou o diretor Anil Murthy. “Não é preciso procurar por desculpas depois de seis pontos em três meses…”.

Diretor de futebol, Pitarch também pediu demissão, mas o clube não aceitou. “Prandelli nunca nos disse nomes específicos para fortalecer o time. Antes de pedir demissão, ele pediu por cinco jogadores, mas não requisitou nenhum nome. Ele queria um atacante, dois meio-campistas, um lateral esquerdo e, depois da lesão de Mangala, um zagueiro”, disse o diretor. “John Obi Mikel e Simone Zaza poderiam ser facilmente contratados, mas nós só podíamos contratar um. Prandelli nos deu 24 horas para escolher”.

Só que o técnico acusa os diretores do clubes de serem mentirosos. O técnico diz que quando foi contratado, a promessa era de ter quatro reforços em janeiro. E que Simone Zaza seria o primeiro. Ele mesmo já tinha falado com o pai do jogador e ele chegaria a Valencia no dia 27. Mas não chegou. E o clube, segundo ele, passou a dizer que ele teria que escolher apenas uma contratação. Então, Prandelli pediu demissão.

O técnico acumula fracassos desde que deixou a seleção italiana, após a Copa do Mundo de 2014. Na seleção italiana, o trabalho foi muito bem reconhecido pelo futebol apresentado, mas os resultados esperados não vieram. O seu trabalho no Galatasaray não foi grande coisa e só durou alguns poucos meses.

Seja como for, o que se vê em Valencia é o caos. E não há perspectivas de melhorar.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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