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O Camp Nou queria rever Messi. Viu uma vitória respeitável do Betis

Na 12ª rodada do Campeonato Espanhol, quem foi ao Camp Nou ver o Barcelona jogar tinha uma expectativa: que o líder de La Liga pudesse vencer o Real Betis, tendo Lionel Messi de volta, após a lesão no braço que tirou o argentino de combate por algumas semanas. Só faltou combinar com os visitantes de Sevilha. E com a atuação primorosa dos béticos, que fizeram 4 a 3 em plena Catalunha, equilibrando de vez a disputa pela liderança.

Desde o começo da partida, o Barcelona via que teria dificuldades. Primeiro, porque não conseguia trocar muitos passes no campo de defesa do Betis – por exemplo, aos 12 minutos, Lionel Messi fez jogada individual, driblou dois, mas seu chute foi interceptado. Depois, porque, na primeira oportunidade que teve no contragolpe, o Betis é que acabou abrindo o placar, aos 20 minutos. Do círculo central, William Carvalho lançou em profundidade. Júnior Firpo foi eficiente na jogada: dominou na esquerda da área, fintou Sergi Roberto e chutou no contrapé de Marc-Andre ter Stegen, abrindo o placar.

Restou ao Barça atacar. E o empate quase veio aos 24 minutos, quando Messi deixou a bola para Clément Lenglet finalizar, forçando grande defesa de Pau López. Só que o Betis tinha como contra-atacar. Em outra chegada perigosa, aos 30 minutos, Cristian Tello fez a finta na área, e completou para grande defesa de Ter Stegen, espalmando e evitando o gol. Mais alguns segundos, Júnior Firpo cruzou, e Loren Morón quase completou para o segundo gol.

O Betis parecia jogar no Benito Villamarín, tamanha a sua tranquilidade nos ataques. Assim, já nem foi de se espantar tanto o 2 a 0, aos 34 minutos. Com jogada baseada na troca de passes: William Carvalho apareceu na esquerda e cruzou. Tello pegou do lado oposto, na área. E cruzou para o veterano Joaquín, 37 anos, sozinho na área, completar para as redes. De quebra, aos 39, Loren Morón quase fez o terceiro, em chute de fora que passou perto, à direita de Ter Stegen. O Barcelona só tentou algo de novo aos 41, quando Luis Suárez chutou para fora.

Na etapa final, o Betis chegou de novo aos 10 minutos, quando Giovani Lo Celso dominou a bola e chutou, de fora da área, para a defesa de Ter Stegen. Na sequência, um espaço se abriu para o Barcelona, quando Messi deixou Sergi Roberto livre na área, pela direita. Mas o cruzamento do camisa 20 não foi finalizado, e a defesa do Betis pôde afastar o perigo. Aos 13, Suárez aproveitou um passe de Messi, mas chutou na rede pelo lado de fora.

Começava aí o momento mais emocionante do jogo, com ambas as equipes trocando chances de parte a parte. Coube aos mandantes blaugranas terem uma bola parada para melhorarem sua situação, aos 19 minutos: Tello agarrou Jordi Alba na área, o VAR notou o pênalti, e Messi fez o de costume: bola na rede. Sinal de reação? Nada disso, por culpa de Ter Stegen. Aos 25 minutos, Lo Celso arriscou de longe, e o goleiro alemão cometeu inegável falha, proporcionando o 3 a 1 do Betis.

Estava acabado? Que nada: aos 35, num jogo cada vez mais emocionante, Arturo Vidal completou cruzamento de Jordi Alba na área para o segundo gol do Barcelona. E os visitantes alviverdes repetiram a dose: marcaram mais um, para encaminharem a vitória, aos 37 minutos – em triangulação, Júnior Firpo cruzou, e Sergio Canales completou na pequena área. Houve tempo para Messi marcar (graças ao VAR, que o livrou do impedimento), nos acréscimos. Mas não houve como o camisa 10 barcelonista impedir a respeitável vitória bética. Sorte do Atlético de Madrid, do Espanyol, do Alavés, do Sevilla… sorte de La Liga, que vê a primeira posição cada vez mais disputada.

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