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O Atleti goleou em Bilbao, mas de novo um bom jogo na Espanha foi refém da péssima arbitragem

Fica difícil contestar a vitória de um time quando ela se transforma em goleada. O Atlético de Madrid foi mesmo superior em San Mamés Barria e mereceu bater o Athletic Bilbao. Mas não pelos 4 a 1 que o placar apontou, principalmente pela forma como o jogo se deu. O problema das fracas arbitragens é mundial, especialmente diante da falta de especialização e de profissionalização dos homens do apito. Ainda assim, a Espanha conhece superar o aceitável, e muito. Dois erros infantis mudaram os rumos do clássico alvirrubro no País Basco, e reforçam a crise que La Liga vive entre os seus árbitros.

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Enquanto a bola rolou sem interferência, a partida teve suas qualidades. Mikel Rico deu a vantagem para o Athletic, enquanto a virada do madrileno foi comandada por Antoine Griezmann. O atacante anotou três gols e mostrou o porquê não deve ser deixado no banco por Diego Simeone. Contudo, a noite de gala do francês foi atrapalhada pelo árbitro Alejandro Hernández, que errou feio em seu terceiro gol e no pênalti convertido por Raúl García.

A primeira trapalhada veio quando Tiago se jogou dentro da área e o árbitro apontou para a marca da cal. O tento de Raúl García permitiu a virada no placar. Depois, não havia nenhum adversário à frente de Griezmann quando o atacante recebeu a bola na pequena área. Só escorou para as redes e o impedimento óbvio acabou não sendo marcado. E os erros não foram exclusivos contra o Athletic Bilbao, embora mais capitais. Iker Muniaín solou José María Giménez, mas só recebeu o amarelo ao invés de ser expulso.

Os absurdos se repetem com frequência, e não apenas para favorecer Barcelona e Real Madrid, como muitos acusam. O problema não é má fé, é falta de qualidade na preparação, como as polêmicas constantes deixam bem claro. Se o futebol espanhol agiu de forma tão veemente para barrar a violência nos estádios, poderia tentar ser igualmente contundente na questão do apito. Por mais que não seja um trabalho de resultado imediato, a situação atual urge por mudanças. Investir em preparação seria o primeiro passo.

Abaixo, os dois lances. Tire suas próprias conclusões:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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