A noite fascinante de Isco contra a Argentina: “Os jogos com a seleção te dão vida”

As últimas grandes atuações da seleção espanhola tiveram Isco como protagonista. Em setembro, o meia tinha arrebentado contra a Itália pelas Eliminatórias. Já nesta terça, foi o grande responsável por esmerilhar a Argentina na goleada por 6 a 1 dentro do Wanda Metropolitano. Obviamente, uma goleada destas tem vários atores principais. Marco Asensio, Iago Aspas, Thiago Alcântara, Andrés Iniesta, Diego Costa e até mesmo David de Gea deram suas contribuições ao placar elástico. Mas ninguém como o camisa 22, autor de três gols e muito ativo na construção das jogadas, sobretudo no segundo tempo. Tinha liberdade para circular pelo campo, ajudava a ditar o ritmo da partida, enfileirava argentinos com seus dribles e se empenhava muito na marcação, em pressão alta essencial para explicar o baile. Levou a bola do jogo para casa, na primeira tripleta da carreira.
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O curioso é que a ascensão de Isco na Fúria acontece em um momento no qual seu espaço no Real Madrid é questionado. O meia viveu altos e baixos ao longo de sua passagem pelo Santiago Bernabéu, virou solução a Zinedine Zidane para que o time pegasse embalo, fundamental nas conquistas de La Liga e da Champions League. Todavia, com a queda de produção dos merengues, sua funcionalidade no time entrou em debate. O rendimento do time com jogadores mais velozes, como Marco Asensio e Lucas Vázquez, realmente tem sido superior.
Ao mesmo tempo, Isco desfruta seu ápice na seleção. E, após a goleada sobre os argentinos, comparou os cenários: “Julen acredita em mim. No Real Madrid, não tenho a confiança que um futebolista necessita, há bons jogadores. Talvez o problema seja eu, não consegui ganhar isso. É preciso seguir trabalhando para ganhar a confiança de Zidane. Quando você não tem continuidade com seu clube, as partidas com a seleção te dão vida. Tenho muita vontade de mostrar que sou um bom jogador”.
Apesar de tudo, Isco não menosprezou a Argentina e elogiou a maneira como os oponentes se portaram, principalmente durante o primeiro tempo: “O resultado não foi fácil, eles nos deixaram em situações difíceis, foram muito agressivos. Estamos criando uma seleção muito boa, com muito futuro. Uma equipe compacta. Mas temos que ir com a máxima humildade e não nos esquecer que esta é uma partida preparatória”.
Isco soma 40 aparições pelo Real Madrid na temporada, em 48 partidas realizadas pelo clube. Saiu do banco dez vezes, titular em 30 dos compromissos. Contudo, dos 11 jogos disputados pelo clube a partir de fevereiro, ele saiu do banco em cinco, além de sequer ter entrado em um. Talvez a boa exibição no Wanda Metropolitano sirva para Zidane pensar sobre a melhor maneira de utilizar o camisa 22 – um quebra-cabeças comum a todos os treinadores merengues desde a contratação do meia junto ao Málaga, em 2013. Lopetegui, ao menos, descobriu o craque.



