Futebol espanholLa Liga 2026/27

Ninguém melhor que Messi para marcar o gol do título do Barcelona

Messi passou por uma situação engraçada na última temporada. Marcou 41 gols pelo Barcelona, chegou à final da Copa do Mundo com a Argentina e foi contestado. Havia estabelecido um padrão alto demais e não estava conseguindo corresponder a ele. O esgotamento físico foi o principal fator, que começou a gerar outros, como um certo desgaste dentro do clube. Chegou até a ser especulado no Chelsea. Tudo isso desapareceu com mais uma sequência incrível do camisa 10, autor do gol do título espanhol na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético de Madrid.

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Ele está novamente em forma. Não apenas física, mas técnica também. Marcou seu 54° gol na temporada contra o Atlético de Madrid. Também tem uma lista de 30 assistências, e mais do que artilheiro, tem ajudado os companheiros a jogarem. Foi decisivo contra o Bayern de Munique, quando o jogo estava ficando complicado. E neste domingo, quando um gol era necessário para definir La Liga a favor do Barcelona, compareceu.

Desgastado por duas semanas de Champions League, e duas finais pela frente, o Barcelona não forçou o seu ritmo. Enquanto isso, o Atlético de Madrid jogava dentro das suas limitações técnicas. Logo, o primeiro tempo não foi dos mais empolgantes. Os catalães também sabiam que, se não resolvessem o título neste domingo, teriam o La Coruña, em casa, na última rodada. Não precisavam se desesperar. Os colchoneros queriam a classificação direta à fase de grupos da Liga dos Campeões, e poderiam confirmá-la, mas ainda enfrentam o Granada. Eles também não tinham tanta pressa.

Enquanto o fôlego estava em dia, o time da casa adiantou a marcação e pressionou a saída de bola do adversário. Conseguiu esboçar uns dez minutos de pressão dessa forma, nos quais a melhor chance foi na bola parada, como sempre. Um escanteio cabeceado por Giménez, que Bravo defendeu muito bem. Aos poucos, o jogo virou o que se esperava: o Barcelona com a posse de bola, buscando buracos no muro defensivo que Simeone sabe montar como ninguém. O Atlético de Madrid tem na sua compactação o grande trunfo. Os jogadores, muito próximos, formam um bloco como se fosse um só. E resta ao adversário girar a bola até alguma coisa acontecer.

Ou ser mais incisivo, como foi Neymar na primeira boa chance dos visitantes. Tabelou com Iniesta e conseguiu deixar para Messi. Apareceu na entrada da área, mas o argentino foi um pouco fominha e preferiu chutar. Errou. A grande novidade da partida talvez tenha sido justamente Messi finalizando mal. Depois dessa jogada, teve uma cabeçada fácil na entrada da pequena área, que também direcionou direto aos braços de Oblak. Os torcedores seguraram a respiração quando Daniel Alves entrou pela direita dentro da grande área e caiu no chão. Godín estava na marcação. O lateral reclamou de pênalti, mas o árbitro marcou apenas falta, e parece ter errado duas vezes. O toque do uruguaio não foi suficiente para derrubar o brasileiro, mas, se foi, a infração foi cometida dentro da área. Godín ainda levou um cartão amarelo.

O segundo tempo continuou na mesma toada, e o Barcelona parecia um pouco acomodado, até porque, lá em casa, o Espanyol segurava o empate por 0 a 0 com o Real Madrid. Até que Cristiano Ronaldo abriu o placar, aos 14 minutos do segundo tempo. A combinação de resultados levava a definição do título à última rodada. Mas por que não tirar isso da frente de uma vez? E quando o time de Luis Enrique precisa de um gol, sabe que sempre pode recorrer a Messi.

Seis minutos depois do gol de Ronaldo, ele encontrou uma forma de passar pelo bloqueio do Atlético de Madrid. Neymar e Iniesta tinham dado a dica no primeiro tempo. Tabelou com Pedro e chutou rapidamente. Não permitiu à defesa se aproximar. Acertou o canto de Oblak e assegurou a vitória. No time remodelado de Luis Enrique, mais rápido e incisivo do que o de Guardiola, com um trio de ataque fenomenal, Messi continua se destacando. E se alguém precisava fazer o gol do título, existe alguém melhor do que ele para exercer essa função?

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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