Copa do ReiEspanhaLa Liga

Mourinho questiona métodos de trabalho da base do Real

José Mourinho não concorda com as críticas de que não utiliza os jogadores das categorias de base. Classificando-se como “o campeão dos debutantes”, o merengue questionou as diretrizes do Real Madrid Castilla. Segundo ele, não é aceitável que jogadores que não devem ser aproveitados no time principal continuem atuando pela filial.

“Se com 23 ou 24 anos não tem nível suficiente para jogar no primeiro elenco, não vai ser promovido com 27 ou 28 anos. Quando há jogadores de 18 ou 19 anos com potencial, há a expectativa de que alguns deles sejam promovidos. Fabinho, Álex e José Rodríguez estão neste prazo e por isso me parece positivo que eles estejam na filial. Neste sentido, as críticas que me fazem não têm sentido, porque sou o campeão dos debutantes”, disse.

O Real Madrid  enfrenta o Alcoyano nesta quarta-feira, pela Copa do Rei. O treinador não irá relacionar Cristiano Ronaldo, Iker Casillas, Pepe, Sergio Ramos, Özil e Xabi Alonso para a partida, abrindo espaços para os jogadores da base. Dos 17 jogadores convocados para o confronto, sete foram formados no clube, sendo três goleiros.

Em seus dois primeiros anos no Bernabéu, Mourinho lançou 11 jogadores do Castilla na equipe principal. O goleiro Antonio Adán foi quem mais atuou, somando dez jogos. Já Álvaro Morata, com cinco aparições, foi o único utilizado nesta temporada. O atacante, que já tinha entrado na derrota para o Getafe, substituiu Gonzalo Higuaín na goleada sobre o Mallorca no último final de semana.

Mourinho explicou que as diferenças táticas entre as duas equipes do Real atrapalham a progressão dos jogadores: “Jogamos em um sistema diferente, o Castilla no 4-4-2 e eu no 4-2-3-1. Há jogadores do Castilla que atuam em posições que não existem no meu time, como Jesé Rodríguez. São os garotos que são prejudicados com essas diferenças, pois há poucos modos de contato entre os modos de jogar”.

Por fim, o português falou sobre seus contatos com Alberto Toril, técnico do Castilla: “Nossa relação é normal, não há guerras. Trabalho na primeira equipe e ele na filial. Tenho três jogadores que ele pode utilizar e é bom que tenhamos essa possibilidade. Toril sabe que, comigo, Nacho nunca será zagueiro, mas ele tem sua autonomia. Ele decide se é mais importante terminar em quarto na segunda divisão ou ajudar a progressão de um jogador que suba ao primeiro time”.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo