Espanha

Morre Sanchís Martínez, a primeira parte da dinastia do Real Madrid

Alguns dos principais clubes europeus têm a honra de dizer que tiveram uma dinastia vencedora entre pai e filho. O Milan se orgulha dos Maldini – tanto o pai Cesare quanto o filho Paolo. No Barcelona, estiveram presentes os Busquets, com o pai Carles e o filho Sergio. O Real Madrid também teve a sua, com os Sanchís. E neste domingo os Merengues se despediram do pai de sua dinastia, com a morte de Manuel Sanchís Martínez, aos 79 anos, vítima de embolia pulmonar.

A rigor, Sanchís Martínez nem passou tanto tempo assim em Chamartín. Chegou ao Real Madrid em 1965, vindo do Valladolid, onde estivera entre 1961 e 1964 (sem contar os seis anos que passara no Condal, onde iniciara a carreira em 1955). Mas quando o zagueiro chegou, foi para se fixar. Até porque terminou a temporada 1964/65 conquistando o Campeonato Espanhol. E na seguinte, veio o sexto título europeu do clube.

Dali por diante, Sanchís ganhou respeito na Espanha. Em 1966, viveu sua melhor fase, sendo titular na seleção que jogou a Copa do Mundo – e até marcando gol, contra a Suíça, na fase de grupos. De quebra, ainda foi titular no tricampeonato espanhol enfileirado pelo Real entre 1967 e 1969. Deixou o clube merengue em 1971, após 213 jogos, para passar um ano no Córdoba, encerrar a carreira e imediatamente começar como técnico.

Mais importante: Sanchís Martínez abria com isso a dinastia dos Sanchís. Que seria até melhor continuada por seu filho, também Manuel Sanchís (mas com Hontiyuelo como último sobrenome). Jogando como zagueiro, Sanchís Hontiyuelo, sim, é que foi verdadeira bandeira madridista: esteve em Santiago Bernabéu entre 1983 e 2001, foi capitão do Real por 13 anos, fez parte da histórica “Quinta del Buitre” pentacampeã espanhola, e também jogou Copa do Mundo pela Espanha (1990). Mas o filho só pôde fazer história porque, antes, Manuel Sanchís Martínez abrira os caminhos pelo Real Madrid.

Mostrar mais

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo