
O Ramón Sánchez-Pizjuán é um dos estádios mais difíceis de se encarar no Campeonato Espanhol. Ainda mais diante da fase do Sevilla, que vencera todos os seus jogos em casa por La Liga e pela Champions sob as ordens de Jorge Sampaoli. O Barcelona, entretanto, conseguiu quebrar a sequência dos Andaluzes. Em noite inspirada de Lionel Messi, os blaugranas buscaram a virada por 2 a 1. Seguem dois pontos atrás do líder Real Madrid, em semanas que prometem ser decisivas neste primeiro turno.
O ambiente no estádio era fantástico. Durante a entrada dos times, a torcida do Sevilla cantava forte e motivava a sua equipe para o grande confronto. Energia que se transferiu ao campo quando a bola começou a rolar. O Sevilla era muito mais intenso e, embora tivesse mais posse de bola, fazia os adversários sofrerem mesmo com suas jogadas em velocidade. Assim, o primeiro gol nasceu aos 15 minutos. Pablo Sarabia lançou, Sergi Roberto bobeou e Vitolo arrancou. Em excelente momento, o espanhol tocou na saída de Ter Stegen para balançar as redes. E o segundo poderia ter vindo na sequência, quando Sarabia recebeu livre na área, mas preferiu tocar para trás.
O Barcelona demorou a reagir. Apenas na parte final do primeiro tempo é que os visitantes passaram a encontrar um pouco mais de brechas para finalizar. E o talento de sua linha de frente preponderou para o empate. Neymar emendou uma boa sequência de dribles antes de rolar para Lionel Messi, na entrada da área. O camisa 10 bateu seco, rasteiro, vencendo o goleiro Sergio Rico. Foi o gol de número 500 do argentino com a camisa blaugrana, em 592 partidas pelo clube.
O intervalo fez bem ao Barça. Afinal, a equipe de Luis Enrique voltou com tudo para o segundo tempo, faminta pela virada. Aparecendo mais pela faixa central, Messi incomodava os andaluzes e ia criando oportunidades. Parou em Sergio Rico e, no lance mais deslumbrante, bateu para fora. Então, coube ao artilheiro atuar como garçom. O camisa 10 avançou pelo meio, puxou a marcação e rolou para Luis Suárez, livre na ponta direita. O uruguaio chutou por baixo de Rico e decretou a virada do Sánchez-Pizjuán.
A partir de então, o Barcelona teve mais bola para ampliar. Não que o Sevilla estivesse morto. Os arremates dos visitantes eram mais perigosos, especialmente com Luis Suárez, enquanto as respostas aconteciam do outro lado em menor número. Mesmo assim, dava para ter buscado o empate. E o time de Sampaoli terminou a noite na bronca, reclamando de um pênalti de Umtiti sobre Joaquín Correa que o árbitro não marcou.
Ao final, o placar ficou até magro para o que foi a partida. Se aproveitasse melhor seu domínio no primeiro tempo, o Sevilla poderia ter vencido. A derrota acabou custando uma posição, agora em quinto, e impedindo que perseguisse o Real Madrid mais de perto. De qualquer maneira, os méritos do Barcelona foram evidentes, especialmente pela gana demonstrada na etapa complementar. Agora, é ver de camarote o que acontecerá no Campeonato Espanhol. Nas próximas três rodadas, o Real Madrid encara os seus dois clássicos, visitando o Vicente Calderón e o Camp Nou. Já o Barça ainda viaja para pegar a embalada Real Sociedad, que derrubou o Atlético de Madrid nesta semana. Prato cheio para a disputa se acirrar.



