Espanha

McManaman: “No Real Madrid provavelmente pegamos 75% do Ronaldo que vimos em Barcelona”

McManaman teve a chance de jogar em um Real Madrid estrelado e contou um pouco sobre a convivência com Ronaldo e Zidane

Steve McManaman é um jogador de poucos clubes na carreira, mas deixou a sua marca. Surgiu no Liverpool, em 1990, e se transferiu para o Real Madrid em 1999. Ficou no clube até 2003, quando voltou à Inglaterra para jogar pelo Manchester City, onde ficou até 2005. Nos seus tempos de Real Madrid, teve a chance de atuar com várias superestrelas do futebol, como o brasileiro Ronaldo Fenômeno e o francês Zinedine Zidane. Em entrevista ao site de apostas online Betway, ele contou um pouco sobre esses dois jogadores.

Ronaldo Fenêmeno: Ele conseguia finalizar de qualquer ângulo

“Brilhante companheiro de equipe. Um pouco como o Roberto Carlos, e tivemos outro, o Flávio Conceição. Eles sempre tinham sorrisos em seus rostos e estavam sempre se divertindo”, disse o ex-meia em entrevista à Betway.

“Ronaldo era um jogador de futebol incrível. Ele provavelmente chegou ao Real Madrid um pouco tarde, já sofrendo com os seus joelhos após sérias lesões. Se você visse seus joelhos na época! As cicatrizes. Então, você sabe, ele tinha passado por muita coisa fisicamente. Mas ele ainda era um jogador de futebol excepcional. Você só pensa como ele teria sido ou como ele era nos anos 90, no Barcelona, quando as pessoas falavam sobre ele de forma tão genial”.

“Porque quando ele chega em Madri, você sabe, nós provavelmente pegamos 75% do Ronaldo que vimos em Barcelona. Ele ainda era incrível, explosivo”, continua. “Ele conseguia finalizar de qualquer ângulo, pé esquerdo, pé direito. Ele tinha uma ginga incrível com seu ombro, uma pedalada maravilhosa. Um super jogador. Mas como pessoa, acho que qualquer um que entrar em contato com ele dirá exatamente o mesmo. Um fenômeno”.

Ronaldo deixou uma marca grande no Real Madrid, ainda que tenha chegado ao clube depois de lesões graves no joelho dos seus tempos de Internazionale. Contratado junto à Inter por € 45 milhões logo após a Copa do Mundo de 2002, Ronaldo ficou quatro anos e meio no clube, até se transferir para o Milan em janeiro de 2007. Ficou um ano e meio em Milão antes de uma nova lesão grave. Ele ainda jogaria por dois anos no Corinthians antes de se aposentar.

Sobre aquele voleio de Zidane: “Não foi uma surpresa pra ninguém”

McManaman esteve em um elenco de estrelas e outra delas foi Zinedine Zidane, que se tornou uma lenda. Foi contratado em 2001 pela bagatela de € 77,5 milhões e o seu impacto foi enorme ao longo de toda a sua passagem. Ele pendurou as chuteiras em 2006, logo após a Copa do Mundo na Alemanha.

Steve McManaman contou um pouco sobre o começo de Zidane, a primeira temporada, e revelou que apesar de ser um craque reconhecido no mundo e pelos companheiros, houve uma dificuldade inicial para que ele achasse o seu lugar no campo e no time.

“Acho que é justo dizer que os primeiros seis meses dele na equipe foram difíceis”, contou à Betway. “Todos sabíamos que ele era um jogador incrível, porque tínhamos visto o que ele já havia feito. Ele tinha sido o melhor jogador do mundo naquele ano. Sabendo o que ele fez em 1998, na Copa do Mundo, e que ele continuou fazendo, tínhamos consciência da contribuição dele para o clube. Era apenas uma questão de definir a posição dele no nosso sistema de jogo. Essa foi a parte mais difícil para ele”, completou.

“Ele jogou em várias posições, pela esquerda, central, atrás do atacante e acho que foi difícil para ele no começo, realmente, para se estabelecer. E então, quando começou a Champions League, em fevereiro, na fase de mata-mata, ele começou a encontrar seu lugar, culminando naquele gol incrível que ele marcou contra o Bayer Leverkusen na final”, contou o inglês.

“Eu lembro porque realmente veio do nada. Acho que um jogador comum teria dominado a bola, mas ele decidiu bater com o pé chamado mais fraco, o esquerdo. Pegou em cheio. Mas, como disse, não foi uma surpresa. Quando você olha ao redor no vestiário e vê os seus companheiros de equipe, você já sabe o que eles são capazes de fazer. Você já sabe se eles conseguem encaixar um voleio ou se preferem dominar a bola e superar a defesa”, disse ainda McManaman.

“Ele era capaz de chutar mesmo quando a bola vinha bem alta, porque já tinha feito isso muitas vezes. Zizou sempre jogou com muita elegância e não foi uma surpresa para ninguém ver aquele foguete em direção à rede”, concluiu.

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Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.
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