Por que o Manchester City força Barcelona a vender Ferran Torres em 2026
Atacante da seleção espanhola está na mira do PSG e pode deixar o atual campeão de LaLiga nesta temporada
Ferran Torres surge como uma das possíveis vendas do Barcelona nesta janela de transferências, diante das contratações do clube para reforçar o elenco (Anthony Gordon e Karim Adeyemi, por exemplo). Enquanto defende a Espanha na Copa do Mundo, o atacante é alvo de negociações com o Paris Saint-Germain, graças a uma cláusula em seu contrato com o Manchester City que tem forçado o clube espanhol a pensar em se desfazer do jogador.
Torres ganhou destaque durante sua passagem pelo Manchester City, sob o comando de Pep Guardiola. Contratado em 2020 junto ao Valencia, foi negociado ao Barcelona, no ano seguinte, em definitivo. Inicialmente, a transação foi fixada em 55 milhões de euros (R$ 320 milhões), mas contava com cláusulas caso o Barcelona decidisse estender o vínculo do atacante ao longo dos anos e atingisse metas com o jogador.
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Como revelou o “The Athletic”, uma destas cláusulas já foi ativada, no valor de 10 milhões de euros (R$ 58,5 milhões), que se soma ao valor da transferência junto ao City. Entretanto, caso o Barcelona decida estender seu vínculo além de junho de 2027, terá de arcar com outros 8 milhões de euros (R$ 46,8 milhões). Por isso, o atacante de 26 anos deve entrar na lista de negociáveis.
PSG surge interessado em Ferrán Torres
Evitar estes gastos com Torres, que não é titular absoluto com Hansi Flick, surge como um dos planos de um Barcelona em recuperação financeira nesta janela. Se não negociar o jogador após a Copa do Mundo, a tendência é de que ele possa deixar o clube sem custos ao final da próxima temporada.
O Paris Saint-Germain se mostra interessado em contratar o atacante, movimento que deve se intensificar ao final da participação da Espanha no Mundial. Segundo relatos da imprensa europeia, os agentes do jogador mantém conversas com o clube francês para entender os planos de uma possível transferência nesta janela.
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Joan Laporta, presidente do Barcelona, tem negado os avanços do PSG, no entanto. Em viagem aos Estados Unidos, o espanhol garantiu esta semana que “não houve um contato oficial” do PSG, e que Torres é “jogador blaugrana”. Mesmo assim, a dificuldade em arcar com os valores no contrato estabelecido junto ao City não devem fazer o Barcelona se opor à transferência nas próximas semanas.
Torres começou a Copa do Mundo como titular da seleção espanhola no empate por 0 a 0 com Cabo Verde diante da lesão de Lamine Yamal, mas iniciou no banco de reservas nas demais partidas. Ainda não marcou nem somou assistências durante a campanha da Furia nos Estados Unidos. E deve seguir como reserva na semifinal contra a França nesta terça-feira (14).
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Barcelona reforçou ataque nesta janela de transferências
O Barcelona precisa de dinheiro. Gordon já foi anunciado como reforço em maio, depois de o clube contratá-lo junto ao Newcastle por 80 milhões de euros (cerca de R$ 467 milhões). Adeyemi está próximo de deixar o Borussia Dortmund por cerca de 20 milhões de euros (R$ 117 milhões).
Torres surgiria para aliviar o caixa da equipe, que ainda sonha com Julián Alvarez, em negociação que pode superar a casa dos 100 milhões de euros — o jornal “Sport” indicou que Laporta estaria disposto a fazer uma proposta de 130 milhões de euros (R$ 760 milhões) pelo atacante argentino. O Barcelona também buscou um empréstimo de R$ 1,2 bilhão para atacar o mercado nesta janela.
O PSG, no entanto, não pretender subir a proposta para além dos 50 milhões euros (R$ 293,2 milhões), como indicado pelos veículos espanhóis, caso chegue a um acordo com o atleta e seus representantes. A estratégia é semelhante àquela que o Barcelona teve com o Borussia Dortmund a respeito de Adeyemi, que deve ser anunciado ao longo dos próximos dias.
O desejo de Torres, neste momento, é de se juntar ao atual bicampeão da Champions League em 2026/27. Sob o comando de Luís Enrique, o PSG tem feito movimentos pontuais no mercado, diferentemente de outras temporadas em que gastou bilhões para reforçar seu elenco. A saída de Gonçalo Ramos, em direção ao Milan, cria uma necessidade de os parisienses suprirem essa ausência na posição de centroavante.