Espanha

Longe, longe

O esporte exige talento, treinamento e dedicação. Sem esse tripé, equipe ou jogador algum no mundo triunfa. Não há êxito se um time não tiver talento à sua disposição, assim como este não conseguirá trilhar o caminho das vitórias se ele não se preparar para isso. No entanto, há ainda um quarto fator que seria uma espécie de bônus, algo a mais, mas que em determinados momentos pode fazer toda a diferença na competição: o momento.

E o atual momento do Barcelona é espetacular. A equipe tem os três primeiros fatores sem dúvida alguma: talento de sobra, é muito bem treinada e comandada por Pep Guardiola e tem se dedicado como nunca para fazer esta temporada lendária na história do clube. Agora, a fase do time é algo sobrenatural. Neste domingo, bateu o Sporting de Gijón por 3 a 1 e conquistou a décima vitória consecutiva no Campeonato Espanhol, uma marca que deve ser muito respeitada.

A Liga espanhola está entre as três melhores do mundo. Por mais que os críticos gostem de afirmar que “sempre dá Real Madrid ou Barcelona”, outras equipes do país têm feito bonito em competições européias, casos recentes de Sevilla, Villarreal, Atlético de Madrid e Valencia. Portanto, alcançar dez triunfos consecutivos em um torneio como esse, evidencia todos os aspectos positivos do Barça.

O time vive uma fase tão encantada, que vários clichês futebolísticos poderiam ser utilizados para descrevê-la. Tais como: “basta dar um chutão para cima que a bola cai no gol”; “a fase é tão boa que a bola bate no zagueiro e entra”; e por aí vai. E o mais engraçado é que as coisas estão acontecendo mais ou menos assim, mesmo.

A ponta desse iceberg se chama Lionel Messi. O meia argentino passa por seu momento de melhor do mundo. Hoje, sem medo de exagerar, ele é o maior jogador de futebol em atividade no planeta. Seu talento é indiscutível, e como a fase é excelente, ele se encheu de confiança para realizar as jogadas, driblar os adversários e não ter medo de errar.

Esse, também, é talvez um quinto fator, que deriva dos quatro anteriores: confiança. Afinal, uma boa fase não teria sentido se ela não gerasse confiança ao time. Passes saem com mais facilidade, tabelinhas acontecem com naturalidade, chutes de longe causam sempre perigo, enfim, jogadas assim, que em um momento ruim gerariam vaias ou os jogadores ficariam com “as pernas pesadas”, para usar um termo bem boleiro.

E tudo isso é passado para a torcida. Com o Camp Nou sempre lotado, o Barça se torna imbatível em casa. E quando atua fora, gera um respeito tremendo dos adversários, que temerosos em atacá-lo, aguardam na defesa e cometem o erro mortal de deixar Messi e companhia crescerem na partida.

Nessa toada, com 12 pontos de vantagem sobre o Real Madrid (que por sinal também atravessa uma ótima fase), é inevitável afirmar que o Barcelona já é o campeão espanhol. Sim, ainda faltam 16 jogos para o término da competição e uma lesão, uma derrota em uma clássico ou mesmo uma eliminação nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões, diante do Lyon, são capazes de abalar a estrutura da equipe.

Mas futebol é momento. E atualmente, não há quem segure o Barcelona.

Obs. Antes que alguém venha querer falar que alguns jogadores, como Romário, não precisavam de dedicar e treinar, entendam que isso cabe apenas a gênios. E o Baixinho foi um deles.

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Equipe Trivela

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