Espanha

Lo de siempre

Esta temporada parecia que seria diferente. O elenco foi melhor montado do que em anos anteriores, os primeiros jogos foram promissores e a confiança de todos estava em alta. Contra adversários menores os resultados estavam aparecendo e até mesmo às competições européias o clube estava de volta. Restava provar toda essa força nos clássicos. Eis a pedra no sapato do Atlético de Madrid.

Como sempre, os rojiblancos falharam nos clássicos espanhóis (haviam levado de seis do Barcelona) e já vêem sua situação complicada na tabela da Liga. Com apenas nove pontos em sete jogos, o treinador mexicano Javier Aguirre também já tem o cargo ameaçado. Ou seja, aos poucos, o ano que parecia brilhante para o Atleti vai desmoronando.

Neste final de semana o Vicente Calderón estava pronto para uma festa. Há 13 jogos o Atlético não vencia o Real, eterno rival. No entanto, o gol de Nistelrooy com menos de um minuto de jogo foi como um soco no fígado dos colchoneros. A maldição madrilena pousava nos jogadores do Atlético novamente.

A partida, depois desse início espetacular, foi cheia de alternativas, com as duas equipes criando diversas chances e sendo prejudicadas pela arbitragem com expulsões. Mas empatar aos 45 minutos do segundo tempo e conseguir perder um clássico aos 51 é algo totalmente inexplicável. Ou melhor, totalmente aplicável ao Atlético de Madrid.

A maioria da imprensa da capital espanhola acusou o técnico Aguirre de prejudicar a equipe. Ao optar por entrar em campo com um 4-4-2 e quatro jogadores de marcação no meio (Maniche, Paulo Assunção, Raúl Garcia e Banega), isolando Forlán e Aguero na frente, ele teria matado as chances dos rojiblancos. Tanto que ao longo do jogo teve que refazer esse meio, colocando Simão Sabrosa e Luís Garcia para tentar dar um pouco de criatividade.

Por outro lado, o Real soube explorar ao máximo a capacidade ofensiva dos seus jogadores de meio e ataque. Na frente, começaram Nistelrooy como referência e Raúl e Higuaín mais atrás, enquanto Snejder, Gago e De la Red preenchiam a faixa central. Schuster se deu ao luxo de começar com Van der Vaart no banco.

No final das contas, a vitória do Real por 2 a 1 acabou sendo justa pelo volume de jogo apresentado pelos merengues, que foram superiores aos colchoneros na maior parte do tempo. Estes, agora, terão uma dura missão diante do Liverpool, na quarta-feira, para manter vivas as chances de classificação na Liga dos Campeões.

Aguirre depende muito desse resultado. Sua cabeça, por mais prematuro que seja, já está na forca, colocado pelo presidente Enrique Cerezo, e com o elenco disponível no Vicente Calderón, pretendentes para o cargo não faltarão.

Três do topo

Somente três equipes permanecem invictas nesta edição da liga espanhola: Valencia, Sevilla e Villarreal, os três líderes da competição. Cada um pode ser considerado uma surpresa, de acordo com o que era esperado deles e pelo que aconteceu na pré-temporada.

Unai Emery fez desse bom time do Valencia uma equipe temida e muito bem organizada. Após a desastrada passagem de Ronald Koeman no comando do time, na última temporada, os jogadores neste ano confiam em seu treinador e sabem que podem ir longe, se mantiverem o excelente futebol apresentado até agora.

Além do mais, contam com o momento espetacular do atacante Villa, que desandou a fazer gols. E, para melhorar as expectativas, ainda estão sem o meia Silva, que só deve voltar perto do final do ano.

Já Sevilla e Villarreal nunca recebem o devido valor antes do torneio começar. Por mais que eles costumem dar uma desmontada em seus elencos, as diretorias dos dois clubes age com precisão e sabe repor bem as peças perdidas. Assim, as duas equipes permanecem na cola do Valencia e sonham em desbancar Barcelona e Real, que no momento estão atrás.

A temporada, obviamente, é longe e muitas mudanças acontecerão, mas é bom destacar o trabalho desses três clubes, para depois não dizerem que se tratam de zebras.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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